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21 Junho de 2019 | 08h28 - Actualizado em 21 Junho de 2019 | 11h13

ACNUR negocia repatriamento dos refugiados do Lóvua

Lóvua - A representante do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR) em Angola, Philippa Candler, anunciou quinta-feira, no Lóvua, Lunda Norte, que já decorrem as negociações para o repatriamento dos refugiados da República Democrática do Congo (RDC), albergados nesta localidade.

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LUNDA NORTE: representante do ACNUR) em Angola, Philippa Candler

Foto: HÉLDER DIAS

 A migração dos 35 mil cidadãos congoleses, em Maio de 2017, deveu-se a tensões políticas e étnicas na República Democrática do Congo (RDC).

O ACNUR controla, no campo do Lóvua, cerca de 100 quilómetros da cidade do Dundo, 20 mil refugiados, que vêm manifestando a vontade de regressar à RDC, após a eleição do presidente Félix Tshisekedi, em Janeiro do ano em curso.

Segundo Philippa Candler, que falava no acto provincial do Dia Mundial dos Refugiados, os dois países, por via dos ministérios das Relações Exteriores, estão a trabalhar para se avançar, em breve, com uma reunião tripartida (Angola, RDC e a ACNUR).

“Assumimos o compromisso de facilitar o repatriamento voluntário dos refugiados da RDC”, assegurou a responsável.

Lembrou que as Nações Unidas assinaram o pacto global sobre os refugiados e um dos objectivos principais é encontrar soluções duráveis para a situação dos refugiados em todo mundo e, por isso, prometeu tudo fazer para que os cidadãos da RD Congo voltem à sua pátria.

Pediu paciência aos refugiados congoleses pelo tempo que terão de esperar, lembrando que estas operações requerem responsabilidade e logística, para que o processo decora sem sobressaltos.

Refugiados apontam Agosto como mês ideal para o repatriamento

Os refugiados apontam o mês de Agosto como ideal para o início do processo do repatriamento, alegando que em Setembro, por ser a época das matrículas, facilitaria a inserção dos alunos no sistema de ensino.

Querem voltar para recuperar as suas residências e tentar refazer a vida, procurando emprego, uma vez que o seu país registar sinais de alguma estabilidade política, referiu.

O Dia Mundial do Refugiado foi criado pela Organização das Nações Unidas (ONU), no ano de 2000, com o objectivo de consciencializar os governos e a população para o problema grave dos refugiados a nível mundial.

Existem mais de 70 milhões de pessoas espalhadas pelo mundo que foram forçadas a encontrar um novo local para viver, 70 mil dos quais em Angola, sendo 30 mil requerente de asilo e 40 mil refugiados. As regiões mundiais com mais refugiados são o Médio Oriente, o Sudeste Asiático, a África Oriental e o Corno de África.

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