Angop - Agência de Notícias Angola PressAngop - Agência de Notícias Angola Press

Ir para página inicial
Luanda

Max:

Min:

Página Inicial » Notícias » Política

20 Setembro de 2019 | 13h32 - Actualizado em 20 Setembro de 2019 | 13h29

Angola aponta dificuldades no repatriamento de refugiados

Dundo - O ministro da Defesa, Salviano Cerqueira, afirmou nesta sexta-feira, no Dundo, Lunda Norte, que o repatriamento voluntário e espontâneo dos 14 mil e 724 refugiados para a República Democrática do Congo (RDC) foi uma tarefa "bastante complicada", tendo em conta os poucos recursos materiais e financeiros disponíveis.

Envia por email

Para compartilhar esta notícia por email, preencha os dados abaixo e clique em Enviar

Corrigir

Para reportar erros nos textos das matérias publicadas, preencha os dados abaixo e clique em Enviar

Ministro da Defesa, Salviano Cerqueira (arquivo)

Foto: Lino Guimaraes

O governante, que falava numa reunião de balanço sobre o repatriamento voluntário e espontâneo, lembrou que o Estado angolano foi apanhado de surpresa, o que tornou o processo mais complexo, obrigando o Governo a encontrar soluções para evitar que os refugiados atingissem as fronteiras do Chissanda e Tchicolondo, caminhando.

Lamentou o facto do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR) não ter se associado ao Governo angolano durante o repatriamento.

O ACNUR na altura, justificava de que não apoiaria o processo sem que se realizasse a reunião tripartida entre os governos de Angola/RDC e Angola, que definiria as datas do início do processo de repatriamento.

O ministro que coordena uma comissão multissectorial para assistência aos refugiados, reiterou que Angola estará sempre solidário com cidadãos que estiverem nesta condição, porque o respeito pelos direitos humanos é, e sempre será, uma prioridade.


Durante a sua estadia no Dundo, Salviano Cerqueira, vai deslocar-se ao município do Lóvua para constatar as condições em que se encontram os cerca de nove mil refugiados no centro de acolhimento.

Ainda hoje, o governante vai à fronteira do Tchissanda, município de Cambulo, para se inteirar da situação dos 14 mil e 724 refugiados ainda retidos neste local, por falta de condições de acolhimento por parte das autoridades congolesas.

O total de cidadãos da RDC na altura acolhidos em Angola, na província da Lunda Norte, em particular, atingiu os 35 mil, destes, 23 mil e 684 foram acolhidos no campo de refugiados do Lóvua, enquanto os restantes 11 mil e 316 estavam distribuídos pelas comunidades da província.

A migração destes cidadãos foi uma consequência da violência generalizada causada por tensões políticas e étnicas na República Democrática do Congo (RDC) em Maio de 2017.

 

Leia também
  • 20/09/2019 13:04:38

    PR exige determinação ao novo Procurador-Geral militar

    Luanda - O Presidente da República, João Lourenço, exigiu nesta sexta-feira ao novo Vice-Procurador-Geral da República para a Esfera Militar, general Filomeno Octávio da Conceição Benedito, firmeza, coragem e lealdade à justiça no combate à corrupção e outros males danosos à sociedade.

  • 20/09/2019 12:51:56

    Autoridades apreendem 35 mil quilates de diamantes

    Luanda - Pelo menos 35 mil quilates de diamantes foram apreendidos pelas autoridades angolanas, durante a "Operação Transparência" que vigora desde Setembro de 2018.

  • 20/09/2019 12:28:17

    PR viaja sábado para Nova Iorque

    Luanda - O Presidente da República, João Lourenço, deixa sábado, 21, Luanda com destino a Nova Iorque (EUA), para participar na septuagésima-quarta sessão da Assembleia Geral das Nações Unidas.