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06 Julho de 2020 | 20h07 - Actualizado em 06 Julho de 2020 | 20h40

Angola condena assassinato na fronteira

Dundo - A Delegação Provincial do Ministério do Interior na Lunda Norte condenou, esta segunda-feira, o assassinato de um agente da 7ª Unidade da Polícia de Guarda Fronteira (PGF), por "efectivos das Forças Armadas da República Democrática do Congo (FARDC)".

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O agente foi morto a tiro, no último domingo (5), no posto fronteiriço do Tchitundo/RDC, que faz correspondência com o Nachiri/Angola, no município de Chitato.

Conforme um comunicado da Delegação Provincial do Ministério do Interior, o facto ocorreu quando dois agentes da PGF, em serviço de patrulhamento, tentaram fotografar grandes quantidades de bidões de combustível, por suspeita de contrabando.

O material era transportado por cidadãos civis, que fazem parte, de acordo com a parte angolana, “de destacamento das Forças Armadas da República do Congo FARDC.

Os agentes das FARDC, cerca de 20, apercebendo-se da presença dos militares angolanos, decidiram prende-los e estes, na tentativa de fuga, foram alvos de disparos.

A nota da conta de que os disparos resultaram na morte de um dos efectivos, enquanto o outro conseguiu escapar e apresentou-se horas depois na subunidade da PGG/Chitato.

O documento informa que foram estabelecidos contactos com a parte congolesa, no mesmo dia do incidente (às 19h00), que culminaram com a entrega do cadáver e a devolução da motorizada da vítima, excepto a pistola de marca geicho e o telemóvel.

Trata-se do segundo caso em que agentes angolanos são surpreendidos pelas forças congolesas, munidos de arma de fogo, ao redor da fronteira entre os dois países.

Pelo sucedido, a Delegação Provincial do Ministério do Interior manifesta a sua mais profunda indignação pela “barbaridade cometida pelas Forças Armadas da República Democrática do Congo”.

Fundamenta que o recém acordo definido no passado dia 10 de Junho do ano em curso faz apelo ao não emprego de armas de fogo entre as forças, sejam quais forem as razões, tendo em conta a falta de sinais visíveis de delimitação da fronteira comum.

A ANGOP procurou, sem sucesso, ouvir algum representante do lado do Congo.

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