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28 Outubro de 2020 | 21h19 - Actualizado em 28 Outubro de 2020 | 21h19

Destruídas mais de 120 mil armas de fogo no país

Benguela - Cento e 27 mil armas e noventa toneladas de munições foram destruídas, nos últimos 12 anos, em Angola, pela organização não-governamental britânica The Hallo Trust, anunciou hoje, quarta-feira, o director-geral em Angola, Ralph Legg.

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Acto de destruição de armas de fogo

Foto: Bartolomeu António

O responsável, que falava num acto inserido na Semana Internacional do Desarmamento, adiantou que foram, igualmente, destruídas 98 mil minas, 88 mil munições não detonadas e a limpeza de  25 milhões de metros quadrados de terra contaminada por minas.

Ralph Legg referiu que, para o êxito deste projecto, o governo dos Estados Unidos e a The Hallo Trust Angola gastaram Usd 61 milhões nas últimas duas décadas.

O responsável considera que essas acções garantiram maior segurança aos angolanos, contribuindo também na redução dos crimes cometidos com recurso a armas de fogo, bem como na promoção e desenvolvimento económico e social do país.

Entretanto, o 2º comandante provincial da PN em Benguela, sub-comissário Joaquim Brás, fez saber que a subcomissão técnica de desarmamento na província recolheu, de Outubro de 2019 até à presente data, 50 armas de fogo de calibres diversos, 23 engenhos explosivos, 560 munições, duas granadas e uma mina.

O acto foi igualmente marcado com a inauguração de um armazém com armeiro, cuja capacidade é de armazenar 750 armas.

Durante a cerimónia, foram destruídas, simbolicamente, algumas armas de fogo, testemunhado pelos membros do conselho consultivo da PN, administradores municipais e autoridades tradicionais.

Em Angola, o desarmamento dos cidadãos em posse ilegal de armas de fogo teve início em Maio de 2008 e compreendeu quatro fases, designadamente de "organização e sensibilização", "entrega voluntária", "recolha coerciva" e de "controlo".

A Semana Mundial do Desarmamento é comemorada anualmente de 24 a 31 de Outubro, coincidindo com o aniversário da fundação das Nações Unidas  (24 de Outubro de 1945).

A efeméride deve-se a uma resolução da sessão extraordinária da Assembleia Geral de 1978 sobre desarmamento (resolução S-10/2), para que o Mundo dedica especial atenção às armas de destruição em massa, como as biológicas, químicas, nucleares ou mísseis, e às armas convencionais, como as de fogo e as minas.

De acordo com a resolução, os Estados são convidados a salientar os perigos da corrida aos armamentos, a difundir a necessidade de lhe pôr termo e a contribuir para que o público compreenda melhor as tarefas a realizar com carácter urgente, no domínio do desarmamento.

Segundo a ONU, as medidas práticas para o desarmamento passam pela inclusão de capítulos sobre armas nos acordos de paz, pela troca de experiências entre Estados sobre a desmobilização e recolha de armas, pela maior transparência sobre assuntos militares e pela monitorização do tráfico ilícito de armamento junto às fronteiras.

As armas são as maiores responsáveis pela cultura de violência e pela obstrução à ajuda humanitária, ao desenvolvimento e à defesa dos direitos humanos

A Comissão Nacional para o Desarmamento foi criada com o objectivo de reduzir a proliferação de armas ligeiras e de pequeno porte, sobretudo as obtidas de forma ilícita durante o conflito armado que assolou o país, até 2002.

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