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13 Junho de 2018 | 21h37 - Actualizado em 13 Junho de 2018 | 21h37

Doentes com lepra podem ser tratados no meio familiar

Saurimo - Os doentes com lepra do país já podem fazer o tratamento médico no meio familiar devido a eficácia do novo medicamento denominado multidrogaterapia, que não provoca risco de contaminação a outras pessoas.

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Esse dado foi revelado hoje, quarta-feira, na cidade de Saurimo, província da Lunda Sul, pelo consultor do Programa Nacional de Combate à Lepra, Pedro Brechet, durante uma formação relacionada com a doença, na qual participaram 20 técnicos de saúde da região.

Com o novo fármaco, explicou, não há necessidade de excluir do meio familiar os doentes com lepra, colocando-os em unidades isoladas.

Lembrou que a doença pode ser transmitida por espirro e saliva, por isso muitos dos pacientes eram confinados em leprosaria para receber o tratamento, mas com o novo fármaco já não é necessário isolar o doente.

Segundo o responsável, logo após o paciente tomar a primeira dose do novo medicamento o bacilo morre e deixa de apresentar perigo de contaminação.

Por isso, sublinhou, o doente pode efectuar o tratamento no meio familiar e uma vez curados pode continuar com as suas actividades normais e contribuir para o desenvolvimento do país.

Informou que o tratamento da lepra, com o novo medicamento, tem a duração de um ano e no final de cada mês faz-se exame de controlo do doente, que tem direito uma carteira com trinta comprimidos, a cada trinta dias.

O também especialista em medicina tropical ressaltou que a lepra será tratada em qualquer unidade sanitária do país, como uma outra doença, para efeito a província da Lunda Sul já recebeu da Organização Mundial da Saúde (OMS) medicamentos e está a formar os técnicos municipais, para lidarem com esse tipo de epidemia.

Em Angola, precisou, a situação da lepra é preocupante visto que muitos dos pacientes só aparecem nas leprosarias quando a doença está já num estágio avançado, o que dificulta o tratamento.

Deu a conhecer que 50 crianças padecem da doença no país, que apesar de não ser um número elevado, preocupa o sector da Saúde.

"Os nossos serviços especializados dão prioridade às crianças, logo que alguma seja diagnosticada com lepra são imediatamente tratadas e curadas", ressaltou.

No país estão em tratamento  1.050 doentes com lepra, e no período de Janeiro a Março, deste ano, os serviços de saúde registaram mais de 200 novos casos da doença.

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