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12 Junho de 2018 | 16h58 - Actualizado em 12 Junho de 2018 | 17h09

Enfermeiros mantém serviços mínimos em Luanda

Luanda - Algumas unidades hospitalares da cidade capital continuam a funcionar com normalidade e noutras apenas os serviços mínimos estão garantidos, devido a greve decretada pelo Sindicato dos Técnicos de Enfermagem de Luanda desde segunda-feira (11).

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Enfermeiros mantém funcional serviços mínimos

Foto: Morais Armandio/Arquivo

Durante uma ronda efectuada pela Angop por algumas unidades de saúde, hoje, terça-feira, em Luanda, no segundo dia da greve dos enfermeiros, constatou-se que nos hospitais Augusto Ngangula e Cajueiros, as equipas de enfermeiros trabalham sem quaisquer constrangimento.

Porém, nos centros de saúde do Bairro Operário, Rangel e da Terra Nova alguns dos enfermeiros aderiram rigorosamente a greve,  estando em funcionamento apenas os respectivos bancos de urgência e as salas de parto.

Do que se constatou, as equipas de trabalho foram reforçadas com a integração dos enfermeiros estagiários.

Segundo a médica, Isabel Daniel, que se encontrava de serviço no Centro de Saúde do Bairro Operário, a instituição recebe diariamente perto de 300 pessoas e com o início da greve apenas três enfermeiros trabalham no banco de urgência, com auxílio de alguns enfermeiros estagiários.

Para si, a greve criou algumas dificuldades, visto que muitos doentes tiveram que regressar para casa sem atendimento.

Por outro lado, a cidadã Carla Costa, que procurou os serviços médicos, mostrou-se agastada com a situação, uma vez que pretendia fazer uma consulta e foi surpreendida com o facto de não poder ser atendida e regressar à casa.

Durante a ronda, foi possível constatar, mesmo com ausência dos enfermeiros, o redobrar do esforço do pessoal médico em serviço no Centro de Saúde do Rangel que atendia os utentes que procuravam pelos serviços médicos.

Por seu turno, a médica Maria Antónia, funcionária do sector no Centro de Saúde do Rangel, disse que o centro tem um número reduzido de médicos e reconheceu que os enfermeiros na unidade têm feito a maior cobertura, mas garantiu que “mesmo com a greve,  o corpo médico funciona sem maiores constrangimentos”.

Sem precisar dados estatísticos exactos do número de utentes atendidos diariamente no aludido centro, frisou que pelo seu livro atende por dia 25 pacientes.

Lamentou o facto da não aderência dos doentes à unidade sanitária devido a greve, sendo que o centro está a funcionar com duas médicas de clínica geral e pediatria, mesmo sem banco de urgência .

Já o Centro de Saúde da Terra Nova, desde o início da greve funciona apenas com o serviço de urgência e as salas de parto.

A enfermeira Filomena Fala em plantão, informou que segundo a ordem sindicalista os bancos de urgências devem funcionar nas 12 horas de cada turno.

Segunda-feira,  o secretário do Sindicato dos Técnicos de Enfermagem de Luanda, António Kileba, realçou que a greve é em função das reivindicações que  a classe tem vindo a fazer, desde 2012, na qual houve conclusões que a entidade empregadora até à data presente não consegue cumprir.

A mesma está a ser observada em todas as unidades hospitalares de âmbito provincial. Ficam excluídos os hospitais de âmbito nacional, tais como Américo Boavida, Josina Machel, Sanatório de Luanda e Neves Bendinha.

Apesar da decisão, decorreu nesta segunda-feira um encontro entre o Sindicato dos Técnicos de Enfermagem de Luanda, a Direcção Provincial da Saúde e o Governo Provincial, para avaliar os pontos constantes do Caderno Reivindicativo apresentado ao órgão competente em 2012.

No encontro, as partes não chegaram a um acordo, para levantamento da greve, após várias tentativas em busca de consenso, de questões constantes do caderno reivindicativo.

Em nota de imprensa enviada à Angop, no mesmo dia, o Governo de Luanda indica que não foi possível chegar à acordo com o sindicato devido a três pontos, nomeadamente, primeiro, a alteração constante das reivindicações por parte do SINTENFL apresentadas nos vários encontros com a entidade patronal.

Segundo, a intransigência do referido Sindicato em não aceitar as razões fundadas da entidade patronal relativamente ao princípio das promoções estarem condicionadas à existência prévia de Fundo Salarial, para a realização de Concursos Públicos Internos de Acesso, nos termos do Decreto-Lei  nº. 1/ 17 de 3 de Janeiro.

Terceiro, o não acatamento dos resultados produzidos pelo grupo de trabalhos que preparou a proposta de revisão das carreiras especiais dos profissionais da saúde, grupo este criado por despacho da Senhora Ministra da Saúde (Despacho Nº. 655, de 30 de Dezembro de 2017), do qual fazem parte dois membros do aludido Sindicato.

Assuntos Greve  

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