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13 Junho de 2018 | 15h03 - Actualizado em 13 Junho de 2018 | 15h01

Governador refere que enfermeiros das FAA assistem pacientes em Luanda

Cazenga - O governador da província de Luanda, Adriano Mendes de Carvalho, pediu calma e paciência aos munícipes que precisarem de assistência hospitalar, porque os enfermeiros, afectos as Forças Armadas Angolanas, vão assistir os pacientes que necessitarem de tratamento.

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Enfermeiros (Arquivo)

Foto: Morais Armandio

O governador falava nesta quarta-feira à imprensa, no município do Cazenga, em Luanda, durante o acto oficial de distribuição de 200 enfermeiros das Forças Armadas Angolanas (FAA), em simultâneo, pelas unidades hospitalares da província de Luanda, para reforçar os serviços de saúde nas áreas de urgência.

A medida surge na sequência da greve decretada pelo Sindicato dos Técnicos de Enfermagem de Luanda (SINTENFL) e visa preencher as lacunas deixadas pelos enfermeiros que paralisaram os serviços de saúde, por falta de consenso entre os técnicos do sector e a entidade patronal.

Adriano Mendes de Carvalho disse contar com a capacidade dos efectivos das FAA para dar resposta, num curto espaço de tempo, das necessidades das populações e manter os hospitais a funcionar com normalidade.

O governador diz não ser contra a greve dos enfermeiros, mas também não é admissível ver crianças a morrer, então os militares foram convocados para ajudar a população e substituir os profissionais de saúde em greve.

A directora provincial de saúde de Luanda,  Rosa Bessa, disse que os enfermeiros das  FAA vão colmatar a carência dos profissionais nas áreas de pediatria, medicina e bancos de urgência, para  que a população não fique prejudicada por causa da greve.

O chefe de Repartição de saúde da região militar Luanda, Asdruba Bravo da Rosa, afirmou que os efectivos da FAA estão  disponíveis e sempre preparados para o comprimento desta e qualquer missão para servir Angola.

O  também coronel do exercito garantiu que os enfermeiros vão trabalhar numa missão para a salvaguarda de vidas humanas nos hospitais da província de Luanda.

Dos 200 enfermeiros das FAA, que vão reforçar as unidades hospitalares de Luanda, 55 militares foram distribuídos pelo município do Cazenga.

A greve abrangeu alguns centros e postos de saúde e nesta primeira fase foram distribuídos 200 enfermeiros militares, devendo na fase seguinte apoiar a assistência médica mais 300 efectivos das FAA e outros da Polícia Nacional.

A Angop apurou que 70 porcento dos enfermeiros, no município do Cazenga, não paralisou o trabalho desde a convocação da grave.

Apesar da greve dos profissionais de saúde, os enfermeiros dos hospitais Ngangula, Geral de Luanda, Capalanga, Cajueiros, Neves Bendinha e o da Maianga continuam a trabalhar normalmente, enquanto em outros funcionam apenas os serviços de urgência.

A greve do Sindicato dos Técnicos de Enfermagem de Luanda centra-se, essencialmente, em três pontos, a alteração constante das reivindicações do SINTENFL, intransigência do sindicato e o não acatamento dos resultados produzidos pelo grupo de trabalho que preparou a proposta de revisão das carreiras especiais dos profissionais da saúde, respectivamente.

O pagamento de subsídios por prescrição médica aos doentes, tarefa da responsabilidade de médicos ou enfermeiros especializados, entre outras também constam das reivindicações do SINTENFL.

Cazenga , um dos nove  municípios da província de Luanda, conta  com seis distritos urbanos, Tala-Hadi, Hoji ya Henda, Cazenga, 11 de Novembro,  Kima-kieza e Calwenda.

 

Assuntos Greve   Província » Luanda  

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