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11 Julho de 2018 | 14h02 - Actualizado em 11 Julho de 2018 | 14h12

Hospital Neves Bendinha com escassos especialistas em queimaduras

Luanda- O Hospital Especializado Neves Bendinha necessita de 10 cirurgiões plásticos e de queimaduras, bem como igual número de médicos de cuidados intensivos, para melhorar o atendimento das pessoas vítimas de queimaduras na província de Luanda .

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Lídia Dembi, Directora Geral do Hospital Neves Bendinha

Foto: Gaspar Dos Santos

Em declarações à Angop, a directora geral do Hospital, Lídia Dembi, disse que, neste momento, a instituição conta apenas com um especialista em queimaduras e cirurgia plástica e outro, que é colaborador de cuidados intensivos.

Para melhorar a assistência dada à vítima de queimadura, será realizado nesta sexta-feira, em Luanda,  um Workshop que visa proporcionar uma discussão sobre os pacientes de queimadura, com a mudança das práticas utilizadas no atendimento dos pacientes na província de Luanda.

Durante o encontro, serão discutidos temas como “O impacto das queimaduras no contexto da saúde pública”, “A municipalização dos serviços de queimados, uma estratégia a adotar” e “ Casuística dos pacientes vítima de queimadura no Hospital Neves Bendinha no período de 2013-2017.

Será igualmente realizada uma Mesa Redonda sob o tema “O Atendimento do Grande Queimado, com abordagens pré hospitalar  do paciente vítima de queimadura, no banco de urgência, no ambiente de Cuidados Intensivos, Laboratorial, do ponto de vista da fisioterapia e Critérios de Referência e contra Referência.

Por outro lado, Lídia Dembi acrescentou que, de Janeiro a Junho deste ano, foram atendidos dois mil e 893 queimados e destes mil e 660 foram crianças, de zero aos 14 anos de idade, correspondendo a 57,3 por cento dos casos.

As principais causas são os acidentes domésticos com líquidos ferventes, explosão de botijas de gás butano, uso inadequado de velas, entre outras.

Lídia Dembi disse ainda que, durante o primeiro semestre, foram registados 30 óbitos de pessoas que, na sua maioria, que chegam carbonizadas.

"Neste momento, nos cuidados intensivos estão internadas 15 pacientes, dos quais  11 crianças, que têm sido as mais afectadas por negligência dos adultos", afirmou.

Por outro lado, a médica lamentou as condições da estrutura física do hospital, que não estão habilitadas para albergar e tratar de forma adequada o doente queimado.

O acesso e a localização do hospital, o estado absoleto do edifício e os esgostos inoperantes que obriga a sucção todos os dias são outros problemas que a instituição atravessa.

Sublinhou que o Hospital possui 10 médicos, número insuficiente para atender a demanda, visto que a unidade sanitária também atende outras especialidades, e 120 enfermeiros.

Assuntos Serviços de saúde  

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