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09 Julho de 2020 | 14h09 - Actualizado em 09 Julho de 2020 | 14h40

Covid-19: Estudo mostra que luandenses temem por contágio

Luanda - Quarenta e seis por cento da população da província de Luanda, com cerca de 10 milhões de habitantes, receia ser contaminada pela Covid-19, e 14% pela falta de alimentos nesta fase da pandemia, revela estudo de sondagem de opinião da Marktest Angola.

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O receio de ser contaminado e a falta de alimentos são as duas maiores situações que melhor  traduzem os luandenses, de acordo com esta  oitava sondagem de opinião pública  sobre  “ o que a população pensa sobre à Covid-19”  realizada no período de 2 a 6 do mês em curso e  apresentado  nesta quinta-feira.

A sondagem feita com envio de um questionário semi-estruturado com cinco perguntas contou com uma amostra de 355 habitantes com mais de 15 anos de idade.

Foi feita com recurso a base de contactos telefónicos da Markest Angola e a mostra   estratificada por município com quotas  de sexo e estrato  sócio-económico.

Em comparação com os estudos feitos em Abril deste ano, cuja percentagem apontava para 34%, enquanto sobre a falta de comida em 17%.

O terceiro  maior receio, a par de não sobreviver ao vírus, é o facto de o Sistema  Nacional de Saúde  não corresponder  à pandemia.

Apresentado pela directora da Marktest Angola, Ana Pereira, o estudo  revela ainda  que, comparativamente ao início do mês de Abril, os atributos  (estado de espírito) relacionados à confiança  calma/tranquilidade, descontração e boa disposição sofreram também alterações.

De acordo com o gráfico exibido, 56% dos luandenses manifestaram preocupação em relação a doença contra os 55% anteriores,  enquanto o número de pessoas que mantém a calma/tranquilidade reduziu de 55% (Abril) para de 41% (na semana 02 a 6 de Julho).

O estado de espírito de ansiedade/stress decresceu 13%, mas a insegurança  subiu para 12% , sendo 23% em Abril e 35% na semana 02 a 6 de Julho.

Os dados recolhidos via telefone, com auxilio da  base de contactos da Marktest,  faz também referência às actividades e mobilidades dos luandenses nesta fase da pandemia.

A frequência ao  trabalho teve   também uma variação, passando de 65%  em Abril para 46% na semana 02 a 06 de Julho,  tendo acontecido de igualmente o ir as compras ( 81% em Abril e 89% na semana em referência de Julho).

Os números de permanência em casa passou de 90% para 80% nos primeiros dias da semana de Julho, observando-se uma quebra de 10% de luandenses que passaram a sair a rua.

Quantos aos hábitos e  higiene, a sondagem  revela que os luandenses reduziram significativamente os procedimentos de lavar as mãos  várias vezes ao dia, bem como descalçar os sapatos antes de entrar em casa.

Para este caso,   Ana Pereira aconselha a necessidade de  se voltar a lembrar a população sobre a importância de tais hábitos.

Segundo a sondagem, na  primeira semana de Julho, 13% da população manteve com os hábitos de lavar as mãos com frequência e 28%  em descalçar os  sapatos  antes de entrar em casa.

O número de vezes de limpa da casa observou também uma redução, bem como andar de carro  e táxi.

Enquanto isso, aumentou os hábitos do uso de tecnologias de informação como, tv, rádio telemóvel, ouvir música, bem como o de leitura, neste caso livros como a Bíblia Sagrada.

Ana Pereira deixou claro, durante a apresentação  da sondagem,  que os resultados obtidos não  reflectem a realidade de outras províncias do país, tendo com conta a especificidade de cada uma.

Por outro lado, a maioria da população, 88%, sabe a quem contactar em caso de suspeita de casos de Covid-19, destacando a linha  111, como  meio de denúncias ou obtenção de informação, desde o inicio da pandemia, em Março deste ano.

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