Angop - Agência de Notícias Angola PressAngop - Agência de Notícias Angola Press

Ir para página inicial
Luanda

Max:

Min:

Página Inicial » Notícias » Saúde

14 Julho de 2020 | 12h40 - Actualizado em 14 Julho de 2020 | 13h41

Responsável defende novas estratégias de distribuição de vacinas

Huambo - A supervisora nacional do Programa Alargado de Vacinação (PAV), Alda de Morais Pedro Sousa, defendeu hoje, terça-feira, no Huambo, a mudança de estratégias para uma melhor gestão e distribuição de vacinas, para evitar que as unidades sanitárias enfrentem a escassez destes produtos.

Envia por email

Para compartilhar esta notícia por email, preencha os dados abaixo e clique em Enviar

Corrigir

Para reportar erros nos textos das matérias publicadas, preencha os dados abaixo e clique em Enviar

Em declarações à ANGOP, Alda de Morais Pedro Sousa disse que os responsáveis do sector da Saude, a nivel provincial, municipal e comunal, devem, por isso, melhorar a gestão e distribuição de vacinas, para que estejam colocadas, em tempo integral, à disposição dos utentes nas unidades sanitárias.

Ao ser abordada sobre a falta de vacinas nas unidadas sanitária, com realce para a de prevenção à febre amarela e da vitamina A, a responsável, admitiu haver carência em algumas instituições no país, porém disse não estar relacionada com uma possível rotura no stock nacional, mas com as políticas de gestão e distribuição internas.

Acrescentou que estas políticas de gestão, levada acabo pelas direcções e repartições de Saúde a nível das províncias, municípios e comunas têm, algumas  vezes, retardado a chegada pontual dos farmacos às unidades sanitárias.

Por este facto, Alda de Morais Pedro Sousa garantiu não existir rotura destes fármacos no país, acrescentando que, apesar da crise mundial devido à pandemia da convid-19, o Governo angolano tem envidado esforços, com a aquisição de vacinas no exterior, no sentido de evitar a sua escassez e comprometer a saúde da população, em particular das crianças, no quando dos desafios do asseguramento do seu desenvolvimento harmonioso.

Acrescentou que a grande meta do Ministério da Saúde consiste no asseguramento da existência de condições para a contínua realização das vacinas de rotina, de modo a preveni-las e a erradicar as doenças virais, entre elas a poliomielite, o sarampo, o tetano e a raiva.

Ainda entre as estratégias de melhoria da política de vacinação, tendo em conta as dificuldades verificadas nos planos de gestão e distribuição das vacinas pelas direcções provinciais, municipais e comunais, informou igualmente que o Ministério da Saúde pretende instalar uma plataforma digital de controlo e monitorização da logística de vacinas nas unidades sanitárias do país.

Deste modo, prosseguiu, será muito mais fácil, a partir das estruturas centrais, saber em tempo real sobre as necessidades de vacinas nas unidades sanitárias  e garantir, de forma oportuna, a sua reposição.

No último fim-de-semana, as autoridades da província do Huambo, em colaboração com o Ministério da Saúde, realizaram uma campanha de vacinação contra poliomielite, em cinco dos 11 municípios da província (Huambo, Caála, Ecunha, Londuimbali e Cachiungo), onde entre Janeiro e Fevereiro, foram registados um total de 15 casos da doença.

Assuntos Província » Huambo  

Leia também
  • 13/07/2020 17:42:24

    Mortes por malária aumentam no município do Ecunha

    Ecunha - O número de mortes por malária no município da Ecunha (Huambo) aumentou, nos últimos seis meses, para 25 casos, comparativamente a igual período anterior de 2019, onde se registaram oito, o que está a deixar preocupadas as autoridades sanitárias locais.

  • 10/07/2020 15:17:04

    Huambo tem 15 crianças com problemas de poliomielite

    Huambo - A província do Huambo diagnosticou, durante o primeiro semestre do ano em curso, 15 casos de crianças com poliomielite, doença responsável pela paralisia infantil, informou hoje, sexta-feira, o director do Gabinete local da Saúde, Lucas António Nhamba.

  • 09/07/2020 10:24:11

    Doenças respiratórias matam 75 crianças na Caála

    Caála - Setenta e cinco menores de 15 anos morreram, nos primeiros seis meses deste ano, no Hospital Municipal da Caála (Huambo), vítimas de doenças respiratórias agudas, quando, em igual período de 2019, o número foi de 48 óbitos.