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13 Junho de 2018 | 14h57 - Actualizado em 13 Junho de 2018 | 14h57

ALPA condena discriminação contra pessoas albinas

Ondjiva - A responsável da Associação de Apoio as Pessoas Albinas, na província do Cunene, Andreia Gilberto, reprovou hoje, quarta-feira, as acções discriminatórias para com os portadores de albinismo, cujos actos têm adquirido contornos elevados.

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Portadores de Albinismo(Arquivo)

Foto: BUNYAMIN AYGUN

A responsável que falava durante uma palestra que marcou a jornada comemorativa do 13 de Junho, data consagrada mundialmente como Dia de Consciencialização do Albinismo, sem apontar dados, declarou que o preconceito a nível da província é acentuado, facto que obriga o envolvimento de todos em trabalhar para o combate deste mal, que causa a baixa estima dos portadores, sobretudo em crianças.

Andreia Gilberto precisou ser necessário a disseminação de muito mais informação sobre as razões que levam os albinos a terem a pele diferente das outras pessoas, visto que não é uma situação que ocorre por vontade própria.

Apesar da diferença da cor, justificou que os albinos são pessoas perfeitamente normais e que apenas precisam de ter alguns cuidados especiais com a pele e a visão. 

Apontou as crenças culturais, desagregação familiar, perda de valores morais, de amor ao próximo, como factores principais de actos de género, realçando o envolvimento das escolas, igrejas, autoridades tradicionais a trabalharem consciencialização das famílias e comunidades.

Entretanto, Marcial Typito primeiro de quatro irmãos albinos, dos quais três falecidos, garantiu que sofreu preconceito logo na infância, porque foi rejeitado pelo próprio pai ao nascer, o que lhe obrigou a ter convivência apenas com a família materna.

 "Viver com albinismo é complicado devido aos preconceitos que somos sujeitos, muita das vezes me sinto tímido e com complexo de inferioridade,"desabafou.

Por seu torno, Rodet Simões de 12 anos, disse ser uma constante o preconceito racial, sobretudo na escola onde crianças, que carregam mitos cospem-se (salivam) no peito para que na idade de adulto não venham a ter filhos albinos, mas que não se retrai porque tem apoio dos pais.

Delfina Chimuco progenitora de 10 filhos, vive o drama da discriminação racial, resultante do abandono do esposo pelo nascimento de seis filhos albinos, facto que obrigou o parceiro a abandonar a casa e arranjar outra família.

O albinismo (também chamado de acromia, acromasia ou acromatose) é um distúrbio congénito caracterizado pela ausência completa ou parcial de pigmento na pele, cabelos e olhos, devido à ausência ou defeito de uma enzima envolvida na produção de melanina.

A par da palestra, o acto foi antecedido pela entrega de enxoval ao primeiro bebe nascido na maternidade de Ondjiva, entrega de brinquedos as crianças internada na pediatria e uma marcha de solidariedade para com os portadores de albinismo.

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