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12 Setembro de 2018 | 13h11 - Actualizado em 14 Setembro de 2018 | 12h05

Crianças recolhem lixo para sobreviver no Lobito

Lobito - Crianças que moram nas imediações da maior lixeira a céu aberto do município do Lobito, 30 quilómetros a Norte da cidade de Benguela, sobrevivem nos últimos dias com a venda de resíduos sólidos recolhidos no lugar apurou esta quarta-feira, a Angop.

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Lixeira a céu aberto

Foto: Cortesia / Luís do Nascimento

A maioria desses “catadores” de lixo vive numa situação de pobreza extrema, em casebres construídos a poucos metros da maior lixeira a céu aberto a nível do Lobito, onde todos os dias lutam pela sua sobrevivência, recolhendo resíduos para serem vendidos em praças.

Exemplo disso, são as garrafas de plástico que, apesar de serem nocivos à saúde devido ao risco de contaminação, essas crianças, misturadas com adultos, apanham no lixo e vendem às senhoras, servindo como recipiente para kissângua (bebida caseira) comercializada na via pública.

O soba da zona, Estévão Soline, contactado pela Angop, afirmou que as populações recorrem ao lixo por ser a única forma de subsistência.

“Quase ninguém tem casa própria, até porque as rendas estão fora do alcance das suas possibilidades”, disse, sustentando que, em função disso, os populares são obrigados a construir casebres situados nas proximidades da lixeira.

A par desta realidade, há ainda o problema da falta de energia eléctrica na área, enquanto a água é abastecida de dois em dois dias por um camião cisterna. Cada bidão de 200 litros é vendido a 300 Kwanzas, segundo o ancião.

Questionado sobre a saúde daquelas pessoas, Estévão Soline desdramatiza a situação, salientando que não tem havido casos alarmantes. Mesmo assim, diz ele, as populações têm recorrido a um posto médico no bairro Mbangu Mbangu, situado a cerca de cinco quilómetros da zona onde residem.

A autoridade tradicional referiu que os referidos cidadãos fazem queimadas no sentido de minimizarem os múltiplos e negativos efeitos do acúmulo de lixo nas proximidades da área, embora, porém, considere insuficientes os esforços devido à quantidade de lixo.

De acordo com o soba, representantes da Administração Municipal do Lobito ainda não apareceram, este ano, para dar tratamento aos resíduos no mesmo local, também situado a 500 metros da Estrada Nacional EN 100.

Com efeito, os resíduos depositados na maior lixeira a céu aberto do Lobito não estão separados, conforme orienta o Programa das Nações Unidas para o Ambiente (PNUA), voltado à protecção do meio e à promoção do desenvolvimento sustentável.

Por outro lado, a “sucata” (ferro, alumínio, cobre e outros metais), que os chineses adquirem a quilo no mercado informal, é outro motivo que leva crianças e adultos vulneráveis à lixeira do Lobito, em busca de melhores condições de vida, apesar dos riscos à saúde.

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