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08 Outubro de 2018 | 16h31 - Actualizado em 08 Outubro de 2018 | 16h34

Lar São João Calabria em Saurimo clama por educadores sociais e psicólogo

Saurimo - O Lar São João Calábria, afecto à Igreja Católica, na cidade de Saurimo (Lunda Sul), que acolhe crianças órfãs e carentes, necessita de um educador social e psicólogo, para atender as várias questões que afligem os menores em função do ambiente familiar que viveram.

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Vista parcial de um Centro Infantil no país

Foto: Angop/Arquivo

A preocupação foi manifestada hoje, segunda-feira, à Angop, pelo director administrativo do Lar, Vitorino Caliqui, tendo sublinhado que muitas crianças internadas na instituição foram vítimas de acusação de feitiçaria, rejeitadas pelos parentes e outras que vivenciaram momentos de terror nas famílias com passado muito difícil, que actualmente precisam de ser acompanhadas.

Disse que com a falta destes especialistas no lar, os responsáveis da instituição como sacerdotes são obrigados a desempenharem o papel de educadores e de psicólogos, embora não tendo as ferramentas necessárias para desenvolver com eficácia a actividade.

Afirmou que já solicitaram as instituições de direito como o Gabinete Provincial da Saúde e de ensino superior, com vista a disponibilizar um técnico de cada área, para ajudar a minimizar o problema.

Lembrou que o educador social é um profissional de proximidade e de relação, agente crítico e alternativo com sentido facilitador de mudanças, animador e motivador das crianças, ajudando-as a criar e protagonizar novos projectos para o futuro.

Já o psicólogo desempenha um papel fundamental no desenho e desenvolvimento dos projectos de vida dos menores, actuando no âmbito da educação formal, realizando pesquisas, diagnóstico e intervenção preventiva ou corretiva.

Explicou que o diálogo e a conversa personalizada que tem tido com os menores tem ajudado a melhorar no crescimento dos mesmos, prova disso tem-se registado um aproveitamento escolar muito satisfatório, alegrado os responsáveis da instituição.

Vitorino Caliqui fez saber que o Lar tem capacidade de acolher 60 crianças e actualmente encontram-se internadas 64 rapazes dos 7 sete aos 20 anos de idade,  vindos das províncias da Lunda Norte, Moxico e Malanje por diversas razões.

Contou que tem-se registado muita procura no que toca ao internamento de menores e atendendo a exiguidade de espaço do lar e, por ser uma instituição de caridade, não conseguem rejeitar os pedidos, pelo que são obrigados a recebé-los, o que tem causado algumas vezes a sobrelotação.

O lar foi reinaugurado em 2014, comporta seis dormitórios, uma sala multiuso, sala de informática, uma capela e área administrativa.

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