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25 Maio de 2019 | 20h58 - Actualizado em 25 Maio de 2019 | 20h58

Manifestantes exigem demissão do governador de Benguela

Benguela - Mais de quatro centenas de jovens auto-denominados ''revolucionários'' manifestaram-se, neste sábado, na cidade de Benguela, contra a liderança do governador provincial, Rui Falcão, por alegada ''má gestão da província''.

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Os participantes na marcha, promovida pelo autodenominado “Movimento Revolucionário (MR) de Benguela”,  ostentavam dísticos em que se podia ler, entre outros escritos, “Basta a tirania de Rui Falcão!” e “Rui Falcão, fora!”.

Os jovens percorreram algumas ruas da cidade e pretendiam atingir o Palácio do Governo, o que não aconteceu, uma vez que a Polícia Nacional encurtou o trajecto.

 Cachine Domingos, membro de direcção do “MR” e subscritor da convocatória da marcha, através das redes sociais, seu principal instrumento de comunicação, afirmou que Rui Falcão “demonstra não estar comprometido com o desenvolvimento de Benguela”.

 Afirmou que os jovens do “MR” vão aguardar que “a situação de Benguela se altere”, a partir do próximo Congresso Extraordinário do MPLA, a 15 de Junho próximo.

 De contrário, segundo disse, vão voltar a manifestar-se “até que o Chefe do Executivo oiça” o seu “clamor”.

 Já António Pongote, outro participante, disse que o objectivo é “a substituição da direcção governativa da província e que os governantes se preocupem mais com a condição social dos cidadãos, que se degrada diariamente”.

 Américo Joaquim, “inconformado” com o desempenho de Rui Falcão, disse que participou da “marcha de repúdio contra o governador, convocada há duas semanas por meio do Facebook, pois gostaria que o mesmo fosse substituído imediatamente”.

  “Ainda não temos data para uma segunda manifestação, mas vamos esperar, acompanhar as medidas que o Presidente da República vai tomar em relação à província de Benguela e aí voltaremos a reagir”, disse.

 A manifestação acontece depois de alguns sinais positivos de melhoria de algumas condições de vida dos munícipes, como no domínio de distribuição de energia eléctrica e de água.

Nesse segmento, que era dos mais problemáticos em Benguela, a província está, desde quarta-feira da semana passada, interligada ao sistema eléctrico norte (Cambambe e Laúca), o que abre boas perspectivas para as comunidades e o sector industrial.

O Estado vai poupar 500 mil litros de gasóleo que se consumia por dia, que alimentavam as centrais térmicas, cujo dinheiro poderá ser canalizado para a satisfação de outras necessidades sociais.

Por outro lado, há registo de aumento da capacidade de distribuição de água às zonas altas dos municípios do Lobito e da Catumbela, tudo focado na melhoria das condições sociais da população.

 Rui Luís Falcão Pinto de Andrade foi nomeado governador de Benguela em Junho de 2017, depois de ter exercido o mesmo cargo na vizinha província do Namibe.

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