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27 Junho de 2019 | 02h22 - Actualizado em 27 Junho de 2019 | 02h21

Edições Novembro querem reajustar preço de capa dos seus títulos

Luanda - As Edições Novembro, detentora do diário e generalista Jornal de Angola (JA), pretendem nos próximos tempos reajustar o preço de capa dos seus títulos, por estar desfasado da actual realidade do país.

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Victor Silva - PCA das Edições Novembro (arquivo)

Foto: Francisco Miúdo

Jornal Planalto - um dos títulos das Edições Novembro

Foto: Júlio Vilinga

Esse pronunciamento foi feito, quarta-feira, à Angop, em Luanda, pelo presidente do Conselho de Administração das Edições Novembro, Victor Silva, no âmbito dos festejos do 43º aniversário desta empresa, da qual pertencem ainda o Jornal dos Desportos, Jornal Economia & Finanças, Jornal Cultura, Jornal Metropolitano de Luanda, Jornal Planalto e Jornal Ventos do Sul.

Segundo Victor Silva, o preço de capa do Jornal de Angola (JA), de 45 kwanzas, está desactualizado da realidade há bastante tempo, visto que o exemplar de um título como do JA, em outras partes do mundo, custa o equivalente a 250 kwanzas 

Informou que há já uma proposta junto do Ministério das Finanças para o reajuste do preço de capa do Jornal de Angola, para a empresa poder fazer o equilíbrio das suas contas, entre o que gasta na produção de um título e o valor a ser arrecadado.

A empresa, ressaltou, não pode apenas sobreviver da publicidade, mas também com venda dos títulos em formato físico e digital, respectivamente.

Afirmou que com esta estratégia financeira, as Edições Novembro poderá arrecadar mais recursos monetários para a comprar e importar matérias-primas para a produção de jornais como o papel, tintas, chapas, bem como aquisição de computadores, máquinas fotográficas entre outros equipamentos tecnológicos, essenciais para o pleno exercício da actividade jornalística.

Lembrou que as matérias-primas para produção dos jornais das Edições Novembro são adquiridas no estrangeiro.

Apesar das dificuldades, o responsável assinalou progressos registados pela empresa que detinha apenas o diário e generalista Jornal de Angola, mas que actualmente conta também com os títulos Jornal dos Desportos, Jornal Economia & Finanças, Jornal Cultura, Jornal Metropolitano de Luanda, Jornal Planalto e Jornal Ventos do Sul, com periodicidades mensais, semanais e quinzenais, com conteúdos específicos e gerais.

Prioridades

Tornar a empresa mais robusta financeiramente, através da transformação dos leitores em clientes assinantes e angariar mais publicidade, é uma das prioridades das Edições Novembro, declarou Victor Silva.

Salientou que as Edições Novembro “abraçaram” as novas tecnologias e, por essa via, conseguiram chegar a uma cifra superior a 500 mil leitores, que para Victor Silva era uma coisa impensável há tempos.

Admitiu que foi por meio do formato digital que a empresa chegou a um número superior a 500 mil leitores, com acesso ao jornal online, que ainda é disponibilizado de forma promocional mas, tão breve quanto possível, será comercializado.

Fez saber que a empresa está a trabalhar para que pelo menos metade dos mais de 500 mil utilizadores dos seus serviços, possam ser transformados em clientes assinantes.

Esclareceu que, as iniciativas de aumentar as receitas e diminuir as despesas são estratégias para poder tornar as Edições Novembro mais forte financeiramente e não depender exclusivamente do Orçamento Geral do Estado (OGE).

Sublinhou que toda a receita a ser arrecadar, para além da publicidade, será mais-valia para a empresa, no sentido do seu Conselho de Administração conseguir ampliar o raio de acção e visão estratégica para o crescimento da instituição.

Desafios

De acordo com o também director do Jornal de Angola, os grandes desafios das Edições Novembro resumem-se na aposta da publicação de jornais regionais, sendo que actualmente já estão em circulação os títulos Jornal Metropolitano de Luanda, Jornal Planalto e Jornal Ventos do Sul.

Anunciou, para até ao final deste ano, o lançamento dos jornais do Leste e do Norte, este último vai englobar as províncias do Cuanza Norte, Malanje e Bengo, respectivamente.

Explicou que a iniciativa enquadra-se no quadro do momento político que o país vive com a implementação do poder locais e das autarquias, uma vez que os jornais regionais podem desempenhar um papel importante na mobilização e esclarecimento da população sobre esses processos.

Consentiu, por outro lado, que os jornais na sua forma física sofrem ainda determinados constrangimentos na sua distribuição, devido a vasta extensão do território nacional, situação que está a ser revertida com a entrada em funcionamento do serviço digital.

Reconheceu ser difícil fazer chegar os jornais todos os dias de manhãs em certas capitais de províncias e em muitos municípios de Angola, situação que está a ser colmatada com a edição online, no momento em regime promocional, mas depois será comercializada.

Formação

Victor Silva afirmou que a empresa está a apostar na capacitação dos seus profissionais, por meio de acções formativas, para elevar a qualidade dos seus trabalhos e prestar melhor serviço aos clientes.

Lembrou que, recentemente, alguns profissionais da empresa terminaram um curso de Língua Portuguesa e outro de Língua Inglesa, nos quais aprimoraram conhecimentos importantes para serem técnicos mais capazes.

Deu a conhecer que para breve está programado um curso na área técnica de jornalismo no sentido dos participantes elevarem as suas competências e melhorarem a qualidade do serviço da empresa.

Considerou as acções formativas medidas que vão ajudar a melhorar a qualidade dos jornais e torná-los mais atractivos para os anunciantes que sentirem-se estimulados a promover a publicidade dos seus negócios nos títulos das Edições Novembro.

As Edições Novembro – E.P. surgem do confisco, pelo Estado angolano, da Empresa Gráfica de Angola-SARL, pela lei 51/76 de 26 de Junho, proprietária da ex-“Província de Angola”.

Assuntos Comunicação Social  

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