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09 Julho de 2019 | 14h10 - Actualizado em 09 Julho de 2019 | 14h23

Masfamu quer melhorias sociais das famílias pobres

Luanda - O Ministério da Acção Social, Família e Promoção da Mulher, (Masfamu), aconselha as mulheres a elevarem os seus conhecimentos científicos de formas a conseguirem empregos e melhorar o seu empoderamento para a melhoria social das famílias pobres.

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Faustina Fernandes Inglês de Almeida Alves, Ministra da Acção Social, Família e Promoção da Mulher à margem da abertura na jornada da Mulher Africana

Foto: Rosário dos Santos

O repto foi deixado pela titular da pasta, Faustina Alves, no município de Cacuaco, quando procedia à abertura da Jornada da Mulher Africana, promovida pela Masfamu, que até ao dia 31 do corrente, decorre sob o lema “Empoderar as mulheres africanas é construir uma África inclusiva e segura”.

De acordo com a governante, urge buscar-se estratégias para a resolução rápida, da pobreza, melhoria da saúde pública, materna e infantil, educação, alfabetização, VIH e Sida e violência doméstica.

Para ministra é igualmente crucial velar-se pela  igualdade e equidade do género, bem-estar familiar, resgate de valores, paz e segurança, gravidez e casamento precoce, auto emprego e mulher zungueira.

Relativamente às zungueiras, o Masfamu está a constitui-las em cooperativas de formas a facilitar o seu apoio, tendo ressaltado a necessidade de terem os seus cartões de identificação de vendedoras ambulantes para evitarem atritos com fiscais ou polícias.

Manifestou o desejo de ver criado espaços, com o contributo das próprias zungueiras, para albergar os seus filhos, onde possam também beneficiar de pelo menos uma refeição.

Faustina Alves fez saber que a implementação, em África, da Agenda de Desenvolvimento Sustentável 2030, significa quebrar barreiras culturais, algumas das quais ancestrais, e estruturais, derivadas do subdesenvolvimento económico e social.

Como exemplo, apontou a mutilação genital feminina, a que anualmente são submetidas cerca de três milhões de africanas e que, além dos pressupostos de cariz religioso, visa, deliberadamente, ao mesmo tempo mães, esposas, trabalhadoras e estudantes, num contexto de exigências e preconceitos morais e sociais.

Reconheceu o mérito alcançado por algumas mulheres que com a sua dedicação na formação e educação entraram para o mercado do trabalho e aceleraram a emancipação da mulher.

O 31 de Julho é o Dia da Mulher Africana, institucionalizado em 1962, em Dar-Es-Salaam, Tanzânia, com o fito de contribuir para o empoderamento, valorização, e auto-afirmação da mulher africana, visando a sua participação activa no desenvolvimento socioeconómico, político e cultural de África e o reconhecimento dos seus direitos.   

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