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19 Setembro de 2019 | 21h22 - Actualizado em 19 Setembro de 2019 | 21h22

Jovens defendem redimensionamento das políticas em África

Luanda - Para garantir maior integração e resolução dos problemas sociais, os Estados africanos devem redimensionar as políticas direcionadas a juventude, defenderam, nesta quinta-feira, em Luanda, os participantes no Fórum da Juventude sobre a Paz e segurança.

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Os conferencistas afirmaram, durante a discussão do tema, que o futuro da África passará pela abordagem sistémica da renovação do pensamento social, integração da juventude na criação das políticas dos governos e no reforço do espaço de diálogo entre os países.

Para o presidente do Conselho Nacional da Juventude (CNJ), Tingão Mateus, as políticas devem ser gizadas com os jovens e para os jovens, reforçando-se o diálogo permanente.

Tingão Mateus afirmou ainda que se deve continuar a multiplicação de espaços de diálogo onde os jovens possam reflectir em torno da sua contribuição para o desenvolvimento dos países, como forma de cada um continuar a ser participe e actor activo na promoção da cultura de paz.

Defendeu a permanência dos mecanismos de diálogo entre os governos, considerando débil a forma de comunicação institucional, principalmente em Angola.

Por sua vez, a conselheira principal do presidente do Zimbabwe, Speciosa Wandira, avançou que os jovens devem esquecer os desejos de lideranças políticas e procurar firmar-se e trabalhar mutuamente na problemática do continente.

No seu entender,  os Governos devem  criar políticas de monitoramento da execução das acções gizadas para a juventude.

Speciosa Wandira  adiantou que devem encarar as fraquezas como oportunidade para que a África não continue dependente de outros continentes.

Já Tounkara Gaidou, da Guiné, considera que os jovens devem criar oportunidades de diálogo e discussão com os Estados, perspectivando uma sociedade mais justa e inclusiva.

Aponta para a necessidade de se reforçar a coesão entre os povos, para se dar resposta à questões sobre o desemprego, a falta de infra-estruturas e outras questões fundamentais em África.

O fórum, que decorreu no Memorial Agostinho Neto, no âmbito da Bienal de Luanda – Fórum Pan-Africano para a Cultura de Paz, concentrou-se na partilha de experiências de cooperação bem-sucedidas e estudos de casos de projectos e iniciativas envolvendo a UNESCO que contribuem para a prevenção de conflitos na gestão dos recursos naturais nacionais e transfronteiriços no continente africano.

Estão presentes nesta Bienal de Luanda, representantes de 16 países africanos e das comunidades na diáspora, provenientes do Egipto, Marrocos, Etiópia, Quénia, Ruanda, Mali, Nigéria, Cabo Verde, República do Congo, República Democrática do Congo, Namíbia, África do Sul, Brasil e Itália, dentre outros.

O evento tripartido (Angola, União Africana e UNESCO), que decorrerá até ao dia 22 de Setembro, trata-se de uma plataformas de reflexão sobre o futuro de África, com abordagens focadas na educação, ciência, cultura ao serviço da cultura de paz em África, prevenção de conflitos e o papel da mídia na promoção da paz.  

Música, moda, gastronomia, artes plásticas, visuais e cénicas, bem como o artesanato estão a preencher os cinco dias do festival inserido na Bienal de Luanda - Fórum Pan-Africano para a Cultura de Paz.

Além da vertente política social, o evento tem ainda em agenda o Festival de Culturas, marcado por actividades musicais, moda, gastronomia, artes plásticas, visuais e cénicas, bem como artesanato.

Assuntos Angola  

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