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20 Setembro de 2019 | 15h12 - Actualizado em 20 Setembro de 2019 | 15h36

Situação de refugiados em África requer maior apoio

Luanda - A protecção dos refugiados, dado o agravamento da situação política, económica, humanitária e de direitos humanos no continente africano, mereceu, esta sexta-feira, a atenção dos conferencistas na Bienal de Luanda.

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A observação feita no fórum de ideias, no âmbito da Bienal de Luanda - Fórum Pan-Africano para a Cultura de Paz, que teve como temática “Refugiados, Repatriados e deslocados internos em África rumo a soluções sustentáveis para o deslocamento forçado”.

De acordo com Santa Ernesto, do Ministério da Acção Social, Família e Promoção da Mulher, é fundamental fornecer protecção e tratamento adequado, destacando a necessidade de maior e melhor atendimento às pessoas para o regresso aos países de origem.

“Os países de origem devem criar condições de segurança das pessoas forçadas a fugir”, afirmou.

Comungando do mesmo ponto de vista, a embaixadora da República do Uganda e Presidente do subcomité para os refugiados, deslocados internos e repatriados, Rebecca Otengo, afirmou que os cidadãos não se refugiam porque quererem, mas devido a situações maiores e até de conflito étnico e militar, pelo que se deve zelar do acolhimento.

Segundo a diplomata, onde quer que se amparem devem ver os seus direitos salvaguardados, realçando que África não pode deixar de apoiar os seus cidadãos.

Por seu turno, o embaixador da RDC na Etiópia, Jean Léon Nganda, destacou os enormes desafios dos governos africanos para garantir o bem-estar dos refugiados.

Chamou a atenção de organismos de investimento para estas causas, de maior apoio de fundos internacionais, tendo em conta que acompanhamento dos grupos de pessoas vulneráveis e resgatar a confiança para melhor inclusão social dentro e fora das comunidades requer atenção especial e redobrada.

Os desafios complexos derivados do número de pessoas que deixam a sua terra, afirmou, apontam que pode ser impraticável realizar determinações individuais do status de refugiado, razão pela qual o reconhecimento colectivo é recomendado.

Já o director dos assuntos de Migração dos Marrocos, Ahmed Skim, falou da necessidade da assistência habitacional, saúde e profissional para facilitar a vivência dos migrantes, de maneira a que se sintam em casa, apesar das diferenças culturais.

Assuntos Angola  

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