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19 Outubro de 2019 | 14h49 - Actualizado em 19 Outubro de 2019 | 17h59

Aumento da produção agrícola pode tirar 70 ex-militares da pobreza no Biópio

Catumbela - Setenta ex-militares da Cooperativa Agro-pecuária da comuna do Biópio, 55 quilómetros a nordeste do município da Catumbela, província de Benguela, começaram a receber insumos agrícolas para impulsionar a produção de alimentos e criação de gado, a fim de sair da pobreza extrema.

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Benguela: Administrador municipal da Catumbela, Julião Almeida, entrega insumos a cooperativas de ex-militares do Biópio

Foto: José Honório

Parceria entre a Administração Municipal da Catumbela e o Instituto de Reintegração Sócio-Profissional dos Ex-militares (IRSEM), no âmbito do Programa Municipal Integrado de Desenvolvimento Rural e Combate à Fome e à Pobreza (PMIDRCP), o projecto, orçado em 32 milhões, 762 mil e 240 kwanzas,  tem como alvo 70 beneficiários, distribuídos por 14 grupos, na localidade do Supua Esquerdo, no Biópio.

Da lista dos insumos, constam 84 cabeças de gado bovino e 784 caprinos para reprodução, 70 enxadas europeias, igual número de catanas e limas, 14 pulverizadores, 14 frascos de insecticidas, 700 quilos de sementes de milho, 70 latas de sementes de repolho, 70 de sementes de beringela e 84 de adubo 12-24-12, 28 sacos de ureia e a mesma quantia de amónio.

O director provincial do Instituto de Reintegração Sócio-Profissional dos Ex-militares em Benguela, Francisco Branco, reconheceu, nesta sexta-feira, o engajamento da Administração Municipal da Catumbela na aquisição dos insumos agrícolas, que serão entregues de forma faseada aos 70 beneficiários, até fechar o projecto no Biópio.

Dado o programa de combate à pobreza, a Administração da Catumbela emprega 70 porcento dos 25 milhões que recebe mensalmente do governo para projectos que visam a reintegração socioeconómica e produtiva dos ex-militares, como destacou o interlocutor.

Também o administrador municipal da Catumbela, Julião Almeida, interveio na ocasião e encorajou os ex-militares a trabalharem a terra, de forma árdua, para que consigam sair da pobreza em que se encontram, como consequência da guerra que terminou em 2002.

A par dos meios já referidos, Julião Almeida garantiu estar acautelado a aquisição de moto-bombas para irrigação e de tractores com alfaias agrícolas, visando criar melhores condições materiais para os ex-militares praticarem uma agricultura geradora de renda.

Porém, o máximo responsável da Administração Municipal da Catumbela avisou que os insumos agrícolas, entregues gratuitamente, só deverão ser utilizados para aumentar a produção agrícola e tornar os ex-militares cada vez mais auto-suficientes.

A expectativa, segundo o edil, é que cada grupo de cinco cooperadores ex-militares trabalhe a terra, mas ao mesmo tempo crie animais, de tal sorte que haja, depois, oportunidades de emprego para outros cidadãos também em situação de pobreza na mesma região.

“Daqui a um ano, poderão colher, vender e tirar lucros para pagar mais trabalhadores na cooperativa. Este é o objectivo”, perspectivou, optimista, o gestor municipal, que prometeu acelerar o passo para resolver o mais depressa possível a situação dos outros ex-militares no processo de espera de reintegração na Catumbela, estimados em 1.249.

Já Fernando Miapia Mbulo, responsável da Cooperativa Agro-pecuária dos Ex-militares do Biópio, acredita no repovoamento do gabo bovino e caprino na circunscrição, através do projecto lançado, por um lado, e, por outro, prevê colheitas acima das 25 toneladas de milho, contra as actuais 12 toneladas.

O porta-voz dos ex-militares no Biópio compara o projecto a uma “lufada de ar fresco” para a reintegração socioeconómica dos filiados, por isso pede que a parceria entre a administração da Catumbela e o IRSEM abranja todos os 499 ex-militares naquela comuna, que dependem unicamente da agricultura e pecuária para sobreviver.

Incapazes de esconder a emoção pelo lançamento do projecto, que promete tirar da pobreza os ex-militares, Samuel Quarenta e Manuel Ndalo, da cooperativa do Biópio, garantem que, com os fertilizantes, a produção do feijão, sobretudo, poderá ultrapassar os 12 mil quilos por colheitas, o que dará mais rendimento.

Na campanha agrícola 2019/2020, os 70 ex-militares integrados na Cooperativa Agro-pecuária do Biópio vão cultivar pelo menos 14 hectares de terras aráveis, para produzir o milho, feijão, mandioca, batata-doce e hortícolas.

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