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21 Outubro de 2019 | 10h07 - Actualizado em 21 Outubro de 2019 | 14h43

INEFOP lança mais de 700 jovens no mercado de trabalho

Benguela - Setecentos e oitenta e cinco jovens foram enquadrados em diversos postos de trabalho, maioritariamente no sector do comércio (lojas), no decurso do I semestre de 2019, contra 382 empregados nos últimos seis meses de 2018.

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Formação profissional (arquivo)

Foto: Diniz Simão

Os dados foram revelados  à ANGOP, nesta segunda-feira, pelo director provincial de Benguela do Instituto de Formação Profissional (INEFOP), António Manuel Paulo.

Segundo o responsável, apesar da crise económico-financeira, a instituição continua empenhada no seu objecto social principal, nomeadamente a formação profissional e consequente enquadramento dos formados no sector privado da economia, através dos Centros de Emprego.

António Manuel Paulo avançou que este ano estão em processo formativo (que vai até Dezembro) 1.734 cidadãos dos 18 aos 55 anos de idade, nos 15 centros de formação disponíveis na província.

Além destes em processo formativo, acrescentou, entre 2008 a 2018, já foram colocados no mercado de trabalho 21 mil e nove formados, principalmente nas especialidades de mecânica auto, serralharia civil, alfaiataria - corte e costura, pedreiro/alvenaria, electricidade de baixa tensão, canalização, carpintaria, electricidade auto, bate-chapa, artesanato, cozinha, informática na óptica do utilizador, reparação e montagem de antenas parabólicas, mecânica de geradores, cabeleireiro e barbeiro, com acções lectivas de até 720 horas.

“O INEFOP possui 50 oficinas que contam com uma capacidade para albergar mil formandos por época em áreas cobertas, na proporção de 20 formandos por turno, porém, devido a demanda, actualmente, estão em processo formativo 1.734 alunos, contra os mil de capacidade instalada”, disse.

De acordo com o director, a província de Benguela conta com quatro centros de formação profissional nos municípios do Caimbambo, Chongoroi, Lobito e sede da província, cinco pavilhões de artes e ofícios, também em Benguela, Balombo e Lobito, igual número de unidades móveis, auto transportadas, localizadas também em Benguela, Cubal e Lobito e um centro de formação itinerante, localizado na comuna do Alto Catumbela, município da Ganda.   

Neste processo de formação profissional, afirmou, as exigências são maiores, já que o foco vai para aliar a teoria à prática, daí que se deve ter algum cuidado na assimilação do pessoal alvo, atendendo as exigências do próprio mercado de trabalho que está hoje mais competitivo.

Para a empregabilidade, informou que a província conta com cinco (5) centros de empregos, distribuídos pelos municípios de Benguela, Lobito, os Centros Locais de Empreendedorismo e Serviço de Emprego (Clese) em Benguela, Cubal e da Ganda, que contam com convénios com os administradores cujas circunscrições não dispõem de centros de empregos, visando atender as necessidades dos cidadãos.

“Em Benguela, as empresas privadas estão obrigadas a comunicar as suas ofertas de emprego aos centros afins, podendo fazê-lo por escrito, telefone ou pessoalmente por um técnico dos recursos humanos da empresa contratante e, em função dos cadastros disponíveis, processa-se o levantamento, podendo culminar num vínculo contratual, depois de testes específicos”, apontou.

Quanto as idades, António Manuel Paulo disse não haver preferências, por existir empresas que, às vezes, procuram por alguma “experiência de trabalho”, pelo que os centros recebem também processos de homens acima dos 50 anos de idade, desde que procurem pelos serviços.      

Acompanhar o mercado

O director do INEFOP em Benguela admitiu a possibilidade de serem abertos outros cursos, nos próximos tempos, nomeadamente a “Mecatrónica” e a “Soldadura mecânica”, bem como melhorar alguns aspectos dos cursos já existentes, já que, por regra, é o mercado de trabalho que deve exigir os modelos e modalidades de formação.

Relativamente aos apoios, avançou que a instituição tem dependência directa do órgão central, que fornece os imputes necessários para o seu funcionamento, desde os consumíveis, até aos meios materiais, estendendo-se este apoio ao nível de todo país, daí os bons resultados.

Indicou ainda que, ao nível do país, os serviços do INEFOP não possuem qualquer formador expatriado e, estes nacionais, beneficiam, trimestralmente, de acções de capacitação ministrados pelo Centro de Formação de Formadores (CINFOR), estando a província com 78 formadores nacionais.   

Quanto a participação feminina, frisou que 80 porcento dos integrantes dos cursos de culinária, pastelaria, canalização e corte e costura são mulheres.

Para o director António Paulo, apesar da lentidão do processo, algumas acções que visam a formalização do pequeno negócio foram realizadas, nomeadamente três ciclos formativos no município de Benguela, no “Mercado Informal do 4”, três outras no bairro da Graça e no mercado da Pecuária, que resultou na formação sobre “gestão de pequenos negócios” de mil 127 empreendedores, entre agricultores e feirantes.

O responsável lembrou a acção visa a formação dos pequenos negociantes, permitindo que estes empreendedores possam ser catalogados pelo Instituto de Segurança Social (INSS), para que, no futuro, possam usufruir de pensões.

Com efeito, enumerou ainda os convénios existentes com os ministérios da Justiça, AGT, administrações locais, entre outros órgãos do Estado, no sentido de facilitarem a actividade dos trabalhadores informais, pelo que, actualmente, estão em funcionamento 212 pequenas empresas, 82 das quais no município da Ganda, que beneficiaram todos de crédito “Amigo do Banco Sol”.

O primeiro centro de formação profissional de Benguela no pós independência data de1983, situado no bairro da Cabaya, porém actualmente transformado em centro de reabilitação física. 

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