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25 Outubro de 2019 | 13h38 - Actualizado em 25 Outubro de 2019 | 17h13

Mavinga chama por investidores

Luanda - "Encravado" no meio de chanas e entre densas matas, Mavinga chama atenção pela riqueza do seu subsolo e pelas terras, ainda virgens, que esperam por investidores.

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Campo de cebola em Mavinga

Foto: Rosário dos Santos

Percurso noturno até Mavinga

Foto: Rosario dos Santos

(Por Elias Tumba)

Rico em diamantes e urânio, o município tem condições favoráveis para gerar receitas com o turismo, a agricultura e pecuária, mas ainda tem baixos índices de investimento.

À primeira vista, é fácil notar as assimetrias em Mavinga, antigo "palco" de violentos combates do Cuando Cubango, e perceber que o desenvolvimento está distante.

Naquelas terras, com 44.347 quilómetros quadrados de extensão, muito ainda está por se fazer. Para o sonho da industrialização tornar-se real, grande investimento precisa-se.

A vida em Mavinga é cheia de peripécias e, entre os seus quase 30 mil habitantes, há comunidades, como os Koishans, desprovidas de bens essenciais, como comida e água.

Por todas as aldeias, muitas delas nascidas no "coração da mata", à volta de animais selvagens, como leões, onças e mabecos, o dia-a-dia é de sacrifício permanente.

A rotina dos agricultores, caçadores, pastores de gado, exploradores de diamantes, estudantes e funcionários públicos, em toda extensão de Mavinga, é desgastante.

Os sinais de desenvolvimento são tímidos. Há poucas infraestruturas económicas e sociais, como estradas, escolas, hospitais, unidades hoteleiras, agências bancárias, fábricas e indústrias, para transformar a abundante matéria-prima em riqueza.

Esse cenário é notório no Cutuilo, Cujamba, Luengue e na própria comuna sede, onde, apesar das carências, existem várias áreas de investimento e oportunidades de negócio.

"Àqueles que tiverem capacidade económica para investir, o município está aberto para o efeito". É com este expressivo convite que o administrador municipal, Francisco Manjolo, procura atrair a atenção dos empresários e empreendedores.

Da guerra à reconstrução

Investir em Mavinga nunca foi tarefa fácil, sobretudo pelas suas condições naturais. A sua difícil realidade social e económica já vem de largas décadas.

A localidade foi palco de um dos mais violentos confrontos da história da guerra em Angola: a Batalha de Mavinga, que lhe condicionou o passo e retardou o crescimento.

Face à guerra, viu-se “inundada” de minas anti-pessoal e anti- tanque, que, ainda hoje, limitam a circulação de pessoas e bens, e dificultam a chegada dos investidores.

"Temos grandes campos de minas a cercar a sede municipal e o seu território, que limitam, até agora, o desenvolvimento", justifica o administrador local, afirmando, entretanto, haver projectos em carteira para desminar e transfigurar a região.

As dificuldades em Mavinga, sobretudo de mobilidade, são visíveis a olho nu.

"Há falta de produtos básicos de primeira necessidade, escassez de técnicos administrativos, de saúde e também de professores", confirma o gestor público.

Porém, Francisco Manjolo afirma que o espectro da guerra aos poucos começa a ficar para trás e um novo discurso, virado para o desenvolvimento, vai ganhando corpo.

"Hoje, temos algumas infra-estruturas erguidas, entre as quais um hospital municipal, um comando da Polícia Nacional e um Palácio da Justiça. Mavinga já tem uma vida razoável, se tivermos em conta o seu passado recente", sublinha.

Energia solar

Nos últimos dois anos, a iluminação pública tornou-se real, por via de painéis solares e de centrais térmicas que iluminam a sede municipal e as sedes das comunas de Luengue, Cujamba e Cutuilo.

Isso faz esquecer a realidade vivida até 2017, altura em que o município não tinha energia eléctrica regular, nem dispunha de água canalizada à escala actual.

Mavinga pode orgulhar-se de ser o primeiro município do Cuando Cubango a beneficiar de energias renováveis. Já conta com 200 postes, instalados para a iluminação pública.

Por todos os edifícios, foram instalados painéis solares de 1.500 megawatts e um conversor para transformar a corrente alternada em contínua.

O município tem um grupo gerador de 1.900 KVA, que fornece energia eléctrica aos habitantes locais. A potência poderá vir a aumentar para 3.900 KVA, com a entrada de outros dois grupos geradores.

Segundo as autoridades locais, só na sede municipal, há um grupo gerador de 250 KVA, que garante iluminação pública e claridade a algumas residências protocolares.

No domínio da água, também há tímidos indicadores. Pelo menos sete mil cidadãos,  dos 15 mil habitantes da sede de Mavinga, beneficiam de água potável a partir da Estação de Tratamento de Água (ETA), construída em 2005 e recentemente reabilitada.

A ETA tem capacidade para bombear 375 mil litros cúbicos por hora e já permitiu a efecitivação de quase 80 ligações domiciliárias.

Recentemente, iniciou-se o processo de entrega de dois pequenos sistemas de água, que poderão diminuir ainda mais as dificuldades das comunidades.

"A população já não vai ao rio, em busca de água imprópria. Já consumimos água própria, embora em poucas quantidades", destaca, regozijada, a professora Fátima Campos.

Mais salas de aulas

A comunidade de Mavinga também assinala com agrado a evolução na educação.

Dados oficiais apontam que o município conta com pelo menos 25 escolas. Só na sede, existem 21 instituições escolares, da iniciação até à 11ª classe.

Ao todo, são 175 professores da primária até ao ensino secundário, para um total de 6.552 alunos, distribuídos da iniciação até ao ensino secundário.

Nos próximos dias, uma nova escola, com oito salas de aulas, será inaugurada na Missão de Emanuel, devendo servir aproximadamente 200 alunos do ensino primário.

Segundo as autoridades municipais, a ideia é transformar essa escola em complexo escolar, a fim de abarcar também alunos da 9ª classe.

Trata-se de uma escola de raiz, com construção iniciada em 2014, que dará alento a alunos que estudam de baixo das árvores e chegam a andar entre 30 e 42 km para ter conhecimentos.

"Já se vê transformação, sobretudo no ensino. No passado, só havia aulas da iniciação à 6ª classe”, reconhece Fátima Campos.

Posteriormente, arrancou a 7ª até à 8ª classe e a 9ª à 12ª classe", assinala, ainda, a professora.

Fátima Campos, que saiu da capital do país (Luanda), para trabalhar nas terras do sudeste de Angola, aponta, entretanto, algumas áreas que carecem de investimento urgente.

"Precisamos de mais enfermeiros e mais professores", sublinha a docente.

Em termos de saúde, Mavinga tem apenas 10 postos médicos, exíguos para uma comunidade estimada em 30 mil habitantes. A falta de assistência sanitária ainda é um problema grave.

Serviço deficiente na banca

Outra dificuldade está relacionada com os deficientes serviços do ramo bancário.

Até ao momento, apenas o Banco de Poupança e Crédito (BPC), com uma agência, presta serviços em Mavinga. A comunidade queixa-se dos constrangimentos decorrentes da escassez de bancos.

Segundo o funcionário público Gualdelsom António, "têm muitas dificuldades no acesso aos serviços. "Temos uma única agência bancária, que não consegue atender a demanda da população", reivindica.

Revela que, por causa dessa carência, recorrem, constantemente, a cidadãos malianos para fazer levantamento de dinheiro, mediante pagamento de uma taxa de 2 por cento.

"Se, porventura, pretender levantar 10 mil kwanzas, tem de pagar mil ao maliano. Gostaríamos que o poder político fizesse convite a outras instituições, como bancos, para virem investir aqui. Precisamos de outras agências bancárias", desabafa.

O sector da banca é um dos que se apresenta fértil para investimentos em Mavinga.

"Seria bom que se investisse e diversificasse mais. Temos o BPC, mas precisamos de outros serviços bancários. Há pessoas vindas de outros pontos do país, clientes de outras instituições, que têm dificuldades tremendas", diz Gualdelsom António.

Quem fala em oportunidades de negócio, em Mavinga, não tem como passar ao lado do sector da mineração. Até hoje, o município limita-se à exploração de diamantes, mas do seu subsolo brotam outras riquezas importantes, como ouro e urânio.

"A nível do município, estamos a começar a dinamizar a actividade de exploração mineira, embora de forma tímida e artesanal", avança o administrador local.

Francisco Manjolo afirma que a indústria extrativa está a ganhar espaço, lentamente, contando, neste momento, com dois operadores já licenciados.

Estes fazem prospecção e exploração de diamantes, actividade que o gestor já considera visível, pelo que convida novos operadores a investirem no negócio.

A perspectiva das autoridades de Mavinga é criar condições para assegurar uma exploração industrial de diamantes, a fim de gerar empregos e aumentar as receitas.

Em paralelo, há "luz verde" para a prospecção de zonas de exploração de ouro e mercúrio, áreas que o administrador de Mavinga considera “viáveis” para bons negócios.

Até ao momento, ainda não há qualquer empresa envolvida nessa exploração, mas, a médio prazo, pretende-se criar condições para a produção de média escala.

Outra matéria-prima que abunda e pode gerar riqueza para Mavinga é a madeira. O município tem vastas áreas de vegetação e diferentes tipologias de árvores, para produção de mobiliários diversos.

O negócio já tem alguma concorrência, mas é feito fora da legalidade. Pelas matas, máquinas pesadas, como tractores, abrem frequentemente caminho e derrubam árvores sem piedade.

É tudo feito de forma clandestina, em terrenos bastante arenosos e difíceis de atingir,  pelos guardas florestais. Com isso, muito dinheiro perde-se para as mãos dos oportunistas.

O pau-ferro é o mais procurado pelos garimpeiros, mas há outras dezenas de espécies de árvores exploradas anarquicamente pela população, para feitura de lenha e carvão.

Mas de riqueza não é tudo. Mavinga conta também com zonas turísticas praticamente subaproveitadas, que, administradas com ciência e rigor, podem gerar muitas receitas.

O município tem uma gama de animais e um parque que está a ser apetrechado, bem na zona da Bacia do Okavango, local privilegiado para o turismo.

Nessa região, abundam leões, elefantes, onças, mabecos, gazelas, guelengues do deserto e outras espécies, algumas até raras em países vizinhos, que podem servir de chamariz a investidores e turistas.

"Lançamos o repto para os interessados virem investir no turismo, na indústria extrativa e na agricultura", reitera o gestor principal de Mavinga, Francisco Manjolo.

Agricultura experimental

Animado com o novo paradigma do país, que trabalha para diversificar a economia, o administrador diz haver, também, sinais de crescimento no domínio da agricultura.

O município tem terras cultiváveis e rios, mas ainda faz agricultura de subsistência.

Não há fábricas e indústrias para transformar as matérias-primas do campo, nem estradas para escoar os produtos das zonas de produção para os mercados de venda.

Para contrapor esse cenário, as autoridades locais traçaram um plano que passa pela produção, em grande escala, de produtos diversos, como hortaliças e legumes.

Na zona sul do município, por exemplo, prevê-se a produção de cereais e horticultura, na localidade de Licua, que passou a ser um dos polos agrícolas do Cuando Cubango.

Trata-se de uma área fértil e com boas condições para a produção de alho e cebola.

Actualmente, várias toneladas de alho (ainda não quantificadas) estão a ser colhidas. O cultivo desse produto iniciou-se há três anos, mas já é exportado para a Namíbia.

"Este ano, vamos mandar para a Namíbia, mas também para o mercado nacional, a fim de publicitarmos a nossa actividade agrária", anuncia o administrador de Mavinga.

Segundo o gestor, a zona centro do município passará a produzir cereais, como milho, massango, massambala e soja, enquanto o norte apostará na mandioca.

"Neste momento, mesmo com a seca, essa zona está a produzir mandioca em grande escala e alimenta a população local. Queremos que o excedente seja comercializado e já identificámos o mercado: Menongue", adianta Francisco Manjolo.

Para este ano, as autoridades esperam que a safra seja moderada, por causa da seca.

Entre Novembro e Dezembro de 2018, houve chuvas fracas, o que se agudizou desde Janeiro de 2019 com a estiagem, que comprometeu a produção dos camponeses.

Ainda assim, está a ser desenvolvido, no município, um campo de experimentação, com mais de seis hectares, em que se cultiva cebola, repolho, couve e tomate.

A produção ou preparação do solo foi feita entre Maio e Junho último, sendo que a rega dos produtos obedeceu a um intervalo de cinco em cinco dias.

Caminhos do "isolamento"

Para que todo esse esforço tenha êxito, sobretudo no domínio do escoamento dos produtos, um sector se apresenta fundamental para Mavinga: o das obras públicas.

Aliás, é no domínio da construção de estradas que está a chave do ansiado desenvolvimento do município, onde nunca existiu uma única estrada asfaltada.

Desde a era colonial, a entrada e saída de pessoas e mercadorias é feita sob extremas condições técnicas. Um simples troço de 249 quilómetros entre o município do Cuito Cuanavale e Mavinga pode percorrer-se entre 10 e 15 horas.

A caminhada é feita em pleno "coração da mata", sob duros, difíceis e perigosos trilhos, galhos de árvores e amontoados de areia, que quase isolam as comunidades de Mavinga.

A situação complica-se para quem se aventure a procurar caminhos pela localidade de Chambinga, uma zona minada por altura da guerra, onde nem sempre se sabe o trilho correcto para "fixar" as rodas. O risco de acionar uma mina é grande.

Para fazer a ligação entre as comunas, a população usa carroças ou segue a pé. Há quem percorra 63 quilómetros entre a comuna sede e Cunjamba Dima, 123 para chegar a Luengue, 153 para o Cutuilo e 200 quilómetros para atingir a aldeia de Licua.

Nesses troços, quase impenetráveis, só camiões Kamaz e Ural, ou jeeps Land Cruiser, conseguem vencer a agressividade da areia e atravessar as perigosas matas.

É por falta de uma estrada entre Mavinga e Cuito Cuanavale que o desenvolvimento continua travado.

As dificuldades da via, que podia ser trafegada em quatro ou cinco horas numa estrada asfaltada ou terraplenada, afugentam potenciais investidores.

Segundo o administrador municipal, já existem projectos para a construção da Estrada Nacional 280, que liga Menongue, Cuito Cuanaval, Mavinga e Rivungo.

Trata-se do principal eixo transversal na região Leste da província do Cuando Cubango, pelo que, a ser feita, esta estrada abriria a porta do desenvolvimento económico e social do município.

Nos planos da administração está a construção de aproximadamente 157 quilómetros de estrada, entre a ponte de Lievela, norte do Rio Lomba, e o Cuito Cuanavale.

O troço Mavinga/Cuito Cuanavale tem aproximadamente 211 quilómetros, todos em péssimo estado técnico, que as autoridades locais consideram o mais difícil de trafegar em toda a província.

Para piorar a situação, o Cuando Cubango não recebe qualquer voo comercial até ao momento. Os serviços aéreos foram interrompidos por causa dos custos de manutenção dos aviões.

Assim, a construção de estradas é a única saída para propiciar o desenvolvimento local.

"Várias tentativas foram feitas, a nível provincial e do departamento ministerial afim. Em Fevereiro e Março último, uma equipa do Ministério da Construção fez o levantamento da via e há estudos e propostas para remeter ao Executivo, tendo em vista o início da obra na via", adianta o administrador.

Para construir a estrada, precisa-se antes de desminar o troço. Ou seja, nesse processo, há duas  componentes: desminagem e construção da estrada, com custos que o administrador considera bastante “avultados” e ainda difíceis de quantificar.

"As discussões e os levantamentos vão dar início a esta obra tão difícil e desejada, que custa milhares de kwanzas do nosso povo", vinca.

PIIM atenua dificuldades

Francisco Manjolo diz que o problema da ligação entre o Cuito Cuanavale e Mavinga vai exigir grande esforço financeiro do Estado e, por isso, ainda não pode ser solucionado com o Programa de Intervenção nos Municípios (PIIM).

"O PIIM não contempla nada para a estrada, sobretudo Cuito Cuanavel-Mavinga. Essas obras estão no Programa de Investimentos Públicos e é daí que vai sair a verba para a desminagem, num período de cinco anos, de Mavinga até ao Cuito", adianta.

Entretanto, anuncia uma boa nova para toda população da circunscrição: para breve, no quadro do PIIM, serão recebidos material para manutenção de estradas.

O equipamento será dado pelo Executivo e poderá ajudar a abrir e terraplanar algumas vias.

Com isso, poderão ser feitos trabalhos de terraplanagem nas sedes das comunas, o que permitirá o acesso a algumas zonas onde ainda só se pode chegar de helicóptero.

"Pensamos que em alguns dias teremos esses kits", anuncia o administrador.

Na verdade, uma radiografia atenta ao município conduz, inevitavelmente, os cidadãos à valorização do PIIM, concebido no quadro dos esforços de combate às assimetrias.

No âmbito deste programa, Mavinga tem uma dotação inicial de 336 milhões de AKZ. Entretanto, o mesmo está em fase de revisão e pode ser aumentado.

"Há acréscimos que estão a ser feitos pelo Ministério da Administração do Território e Reforma do Estado e o das Finanças, porque há acções de âmbito local, mas também de âmbito central, como a contratação das vias e de infra-estruturas administrativas, a cargo do MAT”, clarifica.

Segundo o administrador, ao iniciar o PIIM, algumas assimetrias poderão reduzir, porque vão implantar painéis solares em todas as sedes comunais e aldeias com maior aglomerado de pessoas, o que dará outro alento em termos de desenvolvimento.

Com esse investimento nas estradas e na construção de infra-estruturas, as portas abrem-se claramente para Mavinga, um município rico, que chora por investidores.

A materialização desses projectos, no âmbito do PIIM e não só, tornará a exploração de riquezas no subsolo cada vez mais fácil e os investidores estarão cada vez mais perto.

Se depender só dá vontade do Estado e da determinação das comunidades, pode dizer-se que haja sol, chuva, areia ou animas selvagens, a marcha de Mavinga vai arrancar.

A meta é produzir bens e serviços em abundância, para promover empregos directos e indirectos, gerar receitas e acabar, paulatinamente, com o subdesenvolvimento.

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