Angop - Agência de Notícias Angola PressAngop - Agência de Notícias Angola Press

Ir para página inicial
Luanda

Max:

Min:

Página Inicial » Notícias » Sociedade

12 Abril de 2020 | 17h45 - Actualizado em 13 Abril de 2020 | 09h57

Pandemia põe à prova fé religiosa

Luanda - Quando em Dezembro de 2019, o surto do novo coronavírus se iniciou em Wuham, quase ninguém pensou que se tornaria, em pouco tempo, numa pandemia que abalasse culturas e hábitos civilizacionais milenares, entre os quais a celebração da Páscoa.

Envia por email

Para compartilhar esta notícia por email, preencha os dados abaixo e clique em Enviar

Corrigir

Para reportar erros nos textos das matérias publicadas, preencha os dados abaixo e clique em Enviar

1 / 1

Líderes religiosos pedem intervenção divina

Foto: Clemente dos Santos

Igreja Metodista Unida, palco do Jejum Nacional

Foto: Clemente dos Santos

Por Esmael da Purificação

Hoje, em qualquer parte do mundo onde há cristãos, a Páscoa, o dia em que Jesus Cristo venceu a morte (de acordo com o credo cristão), é celebrada sem o jubilar colectivo.

Até há bem pouco tempo, por aí em finais de Dezembro de 2019, as ruas, as casas e os templos estavam cheios de pessoas com alegria nos rostos e corações, com esperança no porvir, pois ninguém contava que a covid-19 seria mais um nome de uma pandemia a reter.

Este vírus veio mostrar as fraquezas humanas diante da força da natureza. Limitou as manifestações colectivas de alegria, as aglomerações de interesse desportivo e cultural. A covid-19 está a tentar desfazer até valores familiares.

Dá dó observar as pessoas confinadas em casa, sem poder adorar e prestar tributo a seu Deus, não só num domingo de Páscoa, mas em todos e em qualquer dia. 

A comunidade religiosa sempre acreditou que quanto mais fé em Deus e mais obediência aos ditames da sua igreja qualquer mal seria vencido.

Infelizmente, este vírus parece querer “beliscar” ou reforçar crenças e hábitos humanos, muitos deles impostos “a ferro e fogo”.

Há correntes que, nesta altura, evocam os “sinais dos tempos” (pragas, pandemias, cataclismos) que antecedem o “fim do mundo”, esquecendo-se que tais fenómenos naturais existem desde sempre, com base no princípio do actualismo.

Ante o mistério vida e morte, os homens, ao longo da sua existência, crêem que praticando os rituais e fortalecendo a sua fé no Ente Divino terão uma vida melhor e ganharão a vida eterna.

Vimos isto hoje na sua mais elevada manifestação com o Jejum Nacional de oração, devoção e louvor promovido pelo Conselho de Igrejas Cristãs em Angola.

Mas, melhor do que tudo, mesmo dogmatizada, a congregação, com diferentes denominações religiosas, inclusive o Islão, mostrou que todos os problemas são causados pela luxúria, soberba e vaidade.

Escolhida num dia especial, domingo Pascal, a actividade teve o mérito de mostrar que afinal os homens podem viver em harmonia, apesar das suas diferenças ideologias ou religiosas.

Foi bom ouvir louvores e rezas a Deus, em favor do fim da pandemia da covid-19.        

Evangélicos, metodistas, tocoístas e muçulmanos, entre outros, oraram, a espaços, ao mesmo Deus, para que interceda pelos homens e os livre do novo coronavírus. Em nenhum momento os líderes religiosos chamaram a si o velho preconceito de que “a minha religião é melhor que a tua”.

Houve maturidade e sabedoria nessa atitude, conseguindo transmitir às pessoas que os assistiam, por televisão, que as adversidades devem unir os homens e que há esperança no mundo.   

Foram felizes ao escolher a Páscoa para a celebração deste culto, uma vez que as pessoas, sobretudo os tementes a Deus, têm estado desnorteadas, interpretando à sua maneira esta fase péssima da humanidade.     

Aliás, isto não é de hoje. A vida no mundo está associada a pragas, desastres naturais e pandemias como a peste negra, cólera, tuberculose, varíola, gripe espanhola, tifo, febre-amarela, sarampo, malária e sida. Todas elas, apesar de causarem o caos, foram vencidas ou controladas pelo homem.

Então, há que ter esperança também, a breve trecho, no fim da pandemia que assola hoje o mundo.

Assuntos Celebração   Efeméride  

Leia também
  • 08/03/2020 17:06:21

    Mulheres angolanas no Zimbabwe celebram dia 2 e 8 de Março

    Harare - As mulheres angolanas residentes no Zimbabwe e enquadradas na maior Organização de mulheres de Angola, OMA celebraram neste sábado (7), o Dia da Mulher Angolana e o Dia Internacional da Mulher, inseridos na Jornada Março-Mulher.

  • 08/03/2020 11:18:25

    Maternidade trava empoderamento da mulher

    Luanda - Factores como a maternidade, gravidez precoce e aleitamento ainda constituem entraves para o empoderamento da mulher, a angolana em particular.

  • 06/03/2020 22:33:23

    Brigadeiro das FAA destaca determinação da mulher angolana

    Uíge - O segundo comandante da Região Militar Norte, brigadeiro das Forças Armadas Angolanas (FAA) Tomás Hilukilua, destacou hoje, sexta-feira, na província do Uíge, a determinação e entrega da mulher angolana nas tarefas da defesa da pátria.