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02 Julho de 2020 | 18h17 - Actualizado em 02 Julho de 2020 | 18h17

Covid-19: Retirada do controlo em Kifangondo gera desconfianças

Caxito - Uma semana depois da deslocação do posto de controlo em Kifangondo, fronteira entre as províncias de Luanda e Bengo para outro ponto da região, os habitantes de Caxito manifestam-se indignados com a atitude toma pela Polícia Nacional (PN).

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Apesar de melhorar significativamente o movimento de viaturas e de pessoas, com destaque para os trabalhadores que vivem em Luanda e vice-versa, a deslocação do posto policial ainda gera descontentamento dos habitantes da província do Bengo.

Em declarações à Angop, camionistas, taxistas, comerciantes e funcionários públicos que fazem diariamente o trajecto Luanda/Bengo e vice-versa manifestaram a sua satisfação, embora com algumas reservas.

Francisco Oliveira, camionista, destaca a fluidez no trânsito automóvel que se verifica actualmente, contrariamente as grandes filas de engarrafamento que se registavam antes do controlo de Kifangondo até ao centro comercial Angomart, na zona da Vidrul, em Cacuaco.

Por sua vez, o taxista Alberto da Silva, que faz a rota mercado dos Kwanzas/Caxito, elogiou a medida, dizendo que devido o controlo eram obrigados a encurtar as rotas e a deixar os passageiros no mercado do Panguila para depois estes seguirem a pé até a ponte do Kifangondo.

Maria Fernanda, moradora na província de Luanda e funcionária pública no Bengo, destaca os benefícios da retirada do posto policial que, no seu entender, apenas criava constrangimentos na circulação das pessoas, sobretudo os funcionários.

Elisário de Oliveira, habitante de Caxito e estudante em Luanda, considera uma medida acertada porque o controlo de Kifangondo concentrava muitas pessoas num espaço, aumentando a hipótese de contágio.

A estudante alerta que os cidadãos devem reforçar as medidas de prevenção contra a Covid-19. Pensamento contrário tem Zinaide Baptista, habitante de Caxito, referindo que a medida poderá contribuir para o surgimento de casos de Covid-19 no Bengo.

Para ela, a aproximidade entre as duas províncias e o levantamento do controlo pode contribuir para o surgimento de casos no Bengo.

O padre Moisés Zombo, paróco de igreja Santa Ana de Caxito, considera um crime, pecado e injustiça com o povo do Bengo a retirada do controlo policial de Kifangondo e disse estar preocupado com a forma como as pessoas circulam livremente entre as duas províncias.

Recentemente, o porta-voz das forças de defesa e segurança nacional junto da Comissão Multissectorial de Combate à Covid-19, Waldemar José, explicou que foi feito um recuo estratégico das forças de defesa e segurança no Kifangongo, atendendo ao facto que o controlo ali instalado criar obstáculos aos funcionários que vivem em Luanda, mas trabalham no Bengo e vice-versa.

Como resultado deste  recuo estratégico, foram criados controlos das forças de defesa e segurança na zona do Uezo (município do Ambriz) na fronteira do Bengo com a província do Zaire, bem como na localidade da Mobil (Dembos) fronteira com o Uíge.

Uma média de mil pessoas provenientes da capital do país (Luanda) entrava de forma legal diariamente na província do Bengo pelo controlo de Kifangondo, limite entre as duas províncias, de acordo com a directora do Gabinete Provincial da Saúde, Victória Cambuanda.

Segundo a responsável da saúde, entre as pessoas que atravessavam a fronteira legalmente constam trabalhadores que vivem em Luanda e trabalham no Bengo, para além dos comerciantes e outros que procuram os serviços de saúde.

Assuntos Província » Bengo  

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