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09 Julho de 2020 | 12h43 - Actualizado em 09 Julho de 2020 | 13h05

Governo muda regras para exercícios físicos

Luanda - A partir dessa quinta-feira, a prática desportiva individual e de lazer em espaços abertos tem novas regras, impostas pelo Governo, para conter a proliferação de casos de Covid-19, em Angola.

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Exercícios físicos com ajuntamento superior a cinco pessoas estão proibidos (foto ilustração)

Foto: David Dias

Doravante, no quadro das medidas excepcionais e temporárias a vigorar na província de Luanda e no município do Cazengo, Cuanza Norte, os exercícios físicos podem ser realizados todos os dias, mas apenas em dois períodos distintos, de duas horas cada.

O primeiro período vai das 05h30 às 07h30 e o segundo das 17h00 às 19h00, devendo obedecer a regra do distanciamento físico, sem obrigatoriedade do uso de máscaras.

À luz do Decreto Presidencial nº 184/20, de 08 de Julho, que estabelece as novas normas da Situação de Calamidade Pública, em momento algum a prática desportiva individual pode agrupar mais do que cinco pessoas, quando feita em Luanda e no município do Cazengo.

A violação desse pressuposto e dessa medida especial, imposta aos cidadãos dessas duas localidades, dá lugar à aplicação de multa, que varia entre cinco mil e 10 mil kwanzas.

A nova medida do Governo, em vigor a partir de hoje, surge numa altura em que aumentam de forma exponencial os casos positivos de Covid-19 e os ajuntamentos de cidadãos para a prática desregrada de exercícios físicos, particularmente nas pedonais da província de Luanda.  

Desde a entrada em vigor da Situação Sobre Calamidade Pública em Angola, a 26 de Maio último, várias pessoas realizam exercícios físicos nas pedonais, sem o mínimo de cuidado.

Tem sido recorrente, nesses locais (pedonais), a prática de exercícios sem o devido distanciamento entre pessoas, maioritariamente jovens que procuram manter a forma física.

Além do risco à saúde pública, o ajuntamento desses cidadãos nas pedonais tem condicionado a passagem dos pedestres, que exigem maior fiscalização das autoridades.

Os jovens apontam o "combate à monotonia", provocada pelo confinamento, como a principal razão para a ida em massa às pedonais, às avenidas e aos largos, a fim de praticarem exercícios.

Mesmo com os apelos constantes das autoridades sanitárias e das forças da ordem e segurança sobre a necessidade de a população evitar os ajuntamentos sociais, alguns jovens descuram todas as medidas de protecção, aumentando o risco de contaminação em Luanda.

É o caso de Jurema Andrade, 31 anos, que se arrisca nas pedonais, porque a vontade de manter a forma fala mais alto. "É verdade que há riscos, mas, motivada por outras pessoas, decidi abraçar a causa e fazer os exercícios neste local", conta a cidadã.

De igual modo, Paulo Sebastião, 22 anos, também tem ido exercitar nas pedonais. Conforme o mesmo,  apesar do seu esforço individual, muitas vezes é quase impossível manter o distanciamento, devido ao número elevado de jovens a praticar exercícios num mesmo lugar.

Por sua vez, Antonieta Joaquim, Loureço e Lariça da Silva reconhecem que essa prática atenta contra a saúde pública, mas argumentam que necessitam de exercitar o corpo e, por isso, sobem às pedonais.

A esse respeito, especialistas em saúde pública alertam para a necessidade de se reforçarem as acções de prevenção, tendo em conta o aumento de casos positivos de Covid-19 no país.
Euclides Sacamboio, especialista em diagnóstico, exorta a sociedade angolana a  tomar as medidas de prevenção, para se evitar a propagação dos vírus.

"Estamos perante um inimigo letal é invisível, razão pela qual  todo cuida é pouco", comenta.

Já o mestre em saúde pública Jeremias Afonso refere que o aumento de casos sem vínculo epidemiológico exige de todos o redobrar dos cuidados de prevenção.

Urge a necessidade de as autoridades acabarem com o desrespeito das orientações emanadas e evitar que cidadãos irresponsáveis coloquem em causa a vida de milhares de angolanos", reforça.

Perante o risco iminente do surgimento de casos de contaminação comunitária, o director do Gabinete de Comunicação Institucional e Imprensa do Ministério do Interior, Waldemar José, alertou, recentemente, para a necessidade do cumprimento obrigatória das orientações.

"Se, por um lado, não se pode fazer exercícios usando máscaras, por causa da oxigenação, é necessário, no entanto, evitar-se o ajuntamento, de forma a reduzir a propagação da pandemia", aconselhou.

Esclareceu que se não é permitido o uso da máscara durante os exercícios físicos, também não é permitido o ajuntamento de pessoas, nesses espaços, sem protecção.

O oficial lançou igualmente um alerta aos proprietários de ginásios que, contra as regras estabelecidas,  têm vindo a abrir para algumas pessoas chegadas.

"As forças de ordem, defesa e segurança pública estão agastadas com tanta desobediência dos cidadãos", declarou, antes da adopção dessas novas medidas temporárias impostas pelo Governo

Entretanto, as autoridades governamentais afirmam que todas essas queixas e violações, cometidas até ao dia 07 de Julho, serão, a partir de hoje, combatidas com rigor.

Conforme o ministro de Estado e Chefe da Casa Civil, Adão de Almeida, que avançou há dias os termos do novo Decreto Presidencial, a violação das novas medidas especiais em Luanda e no Cuanza Norte serão passíveis de multas para todos que se aglomerarem nas pedonais e nos largos.

Recomendou, por isso, que doravante, os cidadãos tenham nova abordagem sobre a prática de actividade física de lazer, para que a cadeia de contaminação da Covid-9 possa ser estancada.

O país conta com 396 infectados, dos quais 22 óbitos, 117 recuperados e 257 activos.

Dos infectados, 101 casos diagnosticados encontram-se em estudo por não apresentarem até ao momento vínculo epidemiológico.

Assuntos Sociedade  

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