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30 Maio de 2018 | 22h27 - Actualizado em 31 Maio de 2018 | 09h08

Fadiga constitui maior causa de acidentes de aviação

Luanda - Oitenta e nove porcento dos acidentes aeronáuticos, a nível mundial, resultam da fadiga mental e física do Pessoal Navegante de Cabine (PNC) declarou hoje (quarta-feira), em Luanda, o inspector sénior do Instituto Nacional da Aviação Civil (INAVIC), Anastácio Fernandes.

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Tripulantes da TAAG

Foto: Rosário dos Santos

O responsável, que dissertava na palestra subordinada ao tema "Condições Psico-Físicas das Tripulações" realizada em alusão ao Dia Internacional do PNC, que se assinala quinta-feira (31 de Maio), disse que a esta conclusão resulta de estudos da Organização Internacional da Aviação Civil (ICAO) e de outras instituições afins.

Contudo, salientou que os acidentes envolvendo aeronaves angolanas não estão relacionados com a fadiga humana, segundo relatórios e inquéritos sobre os poucos até aqui registados, apontam essencialmente razões mecânicas, reflectidas no estado “obsoleto” do equipamento ou disfunção técnica.

Neste sentido, apelou aos presentes a observância rigorosa das normas e regulamentos da aviação, por formas a ajudarem a prevenir acidentes negligenciados, consequentes do pouco tempo de descanso, excesso de esforço físico e mental, exageradas horas de voo, entre outros motivos que provocam a fadiga no homem.

Pela pertinência da data e do tema central da palestra, cerca de 30 profissionais da área se fizeram presente no auditório da LUNAR DT, no Aeroporto Internacional 4 de Fevereiro, num acto prestigiado por altos funcionários da TAAG e do INAVIC.

“Relação entre o PNC e os passageiros e a Relação PNC/Empresa”, “Medicina Aeronáutica” e “Segurança de voo e suas componentes” foram os subtemas abordados, tendo os preletores destacado a importância da realização do evento.

Segundo a história, a profissão surge na década de trinta, do século passado, por reivindicação de uma apaixonada pela aviação, a quem foi proibido pilotar um avião por ser mulher. Como enfermeira de formação, esta sugeriu à Boeing que colocasse enfermeiras à bordo para cuidar da saúde e segurança dos passageiros: assim surgem as aeromoças.

Com a segunda guerra mundial, e porque as enfermeiras eram necessárias nas frentes, as transportadoras áreas começam então a recrutar mulheres com outro nível de escolaridade e com um conjunto de características pessoais, físicas e psicológicas diferenciadas, mas sem descurar a graça e elegância. Só depois da grande guerra começam a recrutar homens.

Para Anastácio Fernandes é importante fazer vénia a todas as senhoras que garantem a segurança e conforto dos passageiros nos aviões, além de se exigir delas maior responsabilidade e dedicação no atendimento ao cliente.

Assuntos Aviação  

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