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02 Outubro de 2013 | 14h47 - Actualizado em 02 Outubro de 2013 | 14h47

Economização da energia e água, pilares na construção sustentável

O engenheiro Agostinho da Silva disse hoje (quarta-feira), em Luanda, haver necessidade de as futuras edificações em Angola serem adaptadas às tecnologias ambientais para assegurar uma gestão eficiente dos consumos energéticos e de água.

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Edificações devem adaptar-se à tecnologia ambiental

Foto: Francisco Miúdo


Em declarações à Angop, o especialista explicou que o processo produtivo de
energia eléctrica apresenta elevado impacto ambiental como resultado da  grande quantidade de gases poluentes emitidos e da utilização, como
matéria-prima, de um recurso natural limitado não renovável, pelo que se deverá
reduzir ao máximo o seu consumo.

Por o uso contínuo de energia nos edifícios resultar em impacto ambiental, o engenheiro aconselhou a minimização dos consumos energéticos durante a fase de edificação, adoptando sistemas de construção simples, até à redução da sua utilização durante a fase de manuseio através de fontes de energia renováveis.


Realçou que nesses edifícios deve haver sistemas para a minimização dos consumos durante as estações de arrefecimento (frio) e de aquecimento (verão), assim como a optimização da iluminação e ventilação natural.


Sobre este último aspecto, Agostinho da Silva defendeu a salvaguarda do  
conforto ambiental no interior do edifício por meio da introdução e maximização da iluminação e ventilação natural, por ser um dos grandes pilares para uma construção sustentável.


Em sua opinião, é necessária a utilização das tecnologias construtivas e materiais de construção que sejam duráveis, e as edificações devem ser flexíveis de modo a permitir o seu ajuste a novas utilizações.


“Devemos compreender que quanto maior for o ciclo de vida de um edifício, maior vai ser o período de tempo durante o qual os impactos ambientais produzidos durante a fase de construção serão amortizados”  - disse o engenheiro, recordando que os imóveis possuem uma vida útil limitada e
seguem um processo de envelhecimento desde a sua construção até à sua reabilitação e demolição.

Noutra vertente, o interlocutor da Angop destacou  o facto de os edifícios comportarem uma grande quantidade de recursos naturais e culturais que importa serem preservados, dado que integram a identidade do local onde estão erguidos.


Apelou para que os edifícios sejam vistos como um recurso valioso e que beneficiem de intervenções de manutenção e reabilitação para a dilatação do seu ciclo de vida.


Quanto ao consumo de água nos imóveis habitacionais, o técnico disse ser necessário uma gestão adequada deste bem, cada vez mais escasso, com a introdução de autoclismos com sistemas de descarga diferenciados, bases de chuveiros em detrimento de banheiras, bem como torneiras monocomando, além do reaproveitamento das águas residuais .

Hoje em Luanda, iniciou-se o seminário sobre “Ecoeficiência do Espaço Público: Rumo à Eficiência e Boas Práticas no Espaço Urbano”, sobe a égide da Comissão Multisectorial para o Ambiente.

Na abertura dos trabalhos, o ministro de Estado e chefe da Casa Civil da Presidência da República, Edeltrudes Costa, adiantou estar nas prioridades do governo a  promoção da modernização das capitais de províncias, tendo como objectivo a criação de uma rede urbana qualificada e sustentável do ponto de vista ambiental, composta por cidades ecoeficientes, criativas e solidárias, enquadradas numa estratégia de povoamento em rede, que constituem polos dinamizadores dos espaços rurais.

Assuntos Habitação  

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