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06 Agosto de 2020 | 11h24 - Actualizado em 06 Agosto de 2020 | 11h24

MCTA promove abordagem sobre áreas de conservação marinha

Luanda - O Ministério da Cultura, Turismo e Ambiente (MCTA) promoveu, nesta quinta-feira, uma abordagem sobre a criação de um mecanismo intersectorial para apoiar a nova rede das áreas de conservação marinha.

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Ministério da Cultura, Turismo e Ambiente promove workshop sobre áreas de conservação marinha

Foto: Cedida

Ministra da Cultura, Turismo e Ambiente, Adjany Costa

Foto: Cedida

O governo angolano, com o apoio e financiamento do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), através do 6º ciclo do Fundo Global para o Ambiente (GEF6), pretende criar um mecanismo intersectorial com os sectores chaves no desenho do quadro das áreas de conservação marinha em Angola.

Em perspectiva está a criação da primeira área de conservação marinha do país entre a Baía dos Tigres e a cidade do Tômbwa, na província do Namibe.

A superfície e categoria desta área de conservação serão determinadas pelo projecto, que terá a duração de quatro anos e conta com o financiamento do Fundo Global para o Ambiente avaliado em 1,7 milhões de dólares.

A propósito, a ministra da Cultura, Turismo e Ambiente, Adjany Costa, que falava na abertura do wokshop, frisou ser uma prioridade do Programa de Desenvolvimento Nacional (PDN 2018-2022) e visa melhorar, através da conservação e implementação de políticas e programas para a exploração racional dos recursos marinhos e da orla costeira, bem como incentivar a exploração turística na zona definida como a primeira área de conservação marinha no país.

Por seu turno, Goetz Schroth, falando em representação do PNUD, manifestou a disponibilidade da organização apoiar o projecto em toda sua plenitude, tendo sempre como foco a conservação do meio ambiente.

Goetz Schroth apontou os apoios financeiros aos projectos internacionais sobre a Corrente Fria de Benguela, que envolve Angola, Namíbia e África do Sul, o projecto da Bacia de Okavango (Angola, Namíbia e Botswana) e o da Bacia do Cuvelai (Angola e Namíbia).

A conservação da biodiversidade não concerne apenas aos biomas terrestres, mas também aos ecossistemas marinos, sobretudo num país como Angola, que tem mais de mil e seiscentos quilómetros de costa marítima.

Angola conta, actualmente, com 14 áreas de conservação terrestres, correspondendo aproximadamente a 13% a do território nacional distribuídos por um parque natural regional, nove parques nacionais, duas reservas naturais integrais e duas reservas parciais.

Assuntos Angola  

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