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26 Outubro de 2020 | 14h31 - Actualizado em 26 Outubro de 2020 | 14h31

Ambientalista alerta para risco de derrame no "Figaro"

Benguela - O navio pesqueiro espanhol "Figaro", que afundou a 23 do corrente na costa do Lobito, província de Benguela, tem no seu interior 380 mil litros de combustíveis que, caso não sejam retirados o mais rápido possível, podem vazar, provocando uma catástrofe ambiental, afirmou, nesta segunda-feira, o ambientalista Isaac Sassoma.

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Segundo o especialista, que falava à imprensa, caso aconteça o derrame, será uma autêntica catástrofe ambiental.

Isaac Sassoma disse que um derrame pode afectar negativamente a costa do Lobito, contaminando as águas do mar e provocando a morte de espécies que habitam naquela zona.

“Nesse tipo de acidentes, as autoridades têm que intervir com celeridade para se evitar o pior”, alertou.

Por seu turno, o director provincial das Pescas, José Gomes, informou que o sector está a ver tecnicamente como resgatar esse combustível mesmo debaixo da água.

“O combustível está dentro de um depósito e, segundo especialistas, há probabilidade de o retirarmos sem causar danos ao ambiente marinho”, referiu.

O  “Figaro” encontrava-se a pescar naquela zona da província de Benguela quando deflagrou o incêndio, com 30 tripulantes a bordo.

Os marinheiros foram resgatados pela Capitania e o navio ficou à deriva durante algumas horas. Após a extinção parcial do fogo, rebocou-se o pesqueiro para o Porto do Lobito.

Entretanto, por precaução, a Capitania ordenou a retirada do pesqueiro do cais daquela empresa portuária da província de Benguela devido aos 380 mil litros de combustível e lubrificantes a bordo e por se verificar ainda pequenos focos de fogo, acabando por afundar já no mar alto.

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