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05 Outubro de 2020 | 15h53 - Actualizado em 05 Outubro de 2020 | 18h15

Batas brancas voltam às escolas

Luanda - O primeiro dia de aulas na província de Luanda, neste período de pandemia, decorre com normalidade, em centenas de escolas do ensino universitário, do I e II Ciclos do ensino secundário, que cumprem à risca as medidas de biossegurança impostas pelo Governo.

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Adesão dos alunos no regresso às aulas

Foto: Leonardo Castro

Em várias zonas da capital do país é notória, desde as primeiras horas da manhã, a presença das batas brancas e de milhares de estudantes que voltaram a dar "vida" às escolas, sete meses depois da suspensão das aulas (Março), devido à proliferação da Covid-19.

Trata-se de milhares de alunos da 6ª, 9ª, 12ª e 13ª classes, que, para ter acesso aos recintos escolares, são obrigados a cumprir, rigorosamente, as medidas impostas pelas autoridades sanitárias do país.

Divididos em dois grupos de até 20 por cada turma, os alunos, muitos deles acompanhados dos pais e encarregados de educação, apresentaram-se munidos da máscara facial e álcool em gel.

Apesar dos receios de milhares de pais e encarregados de educação, que temem pelo surgimento de contaminações em massa, o cenário à entrada de muitos estabelecimentos escolares é animador. Existem reservatórios de água e sabão para higienização das mãos.

Em várias escolas, a chegada dos estudantes, professores e pessoal administrativo é feita em segurança. À porta das escolas, seguranças, munidos de termómetros, fazem a medição da temperatura, euquanto  nas salas de aulas respeita-se o distanciamento físico.

É, diante deste cenário, que alunos e professores, sob olhar atento dos responsáveis das instituições de ensino, estão a dar o primeiro passo rumo ao "novo normal", que vai exigir atenção redobrada e vigilância permanente das autoridades do Estado.

Pais "inspeccionam" escolas

Se, por um lado, professores, alunos e pessoal administrativo esmeram-se para voltar às aulas em segurança, milhares de pais e encarregados de educação inspeccionam, desde as primeiras horas da manhã, as condições de higienização das escolas. 

Unido pelo mesmo objectivo: garantir a segurança dos educandos, estes fizeram-se presentes nas escolas, para aferir as condições e dar as últimas instruções aos filhos.

Francisco António, pai de dois educandos na escola Morro do Moco, na urbanização KK5000 (Centralidade do Kilamba), diz-se satisfeito com o que viu, em termos de medidas de biossegurança, e dá luz verde ao filho para prosseguir com as aulas.

O encarregado refere que olhou para as salas de aulas, detalhadamente, afirmando estarem em condições para receber discentes e docentes, principalmente por terem reduzido o número de carteiras para uma média de 20 por cada turma.

Por sua vez, Jorge Valente, pai de dois filhos (um da 6ª e outro da 9ª classe), também diz que gostou de ver as condições criadas, apesar de ainda manifestar algum receio de  que, ainda assim, possam, eventualmente, surgir casos de contaminação nas escolas.

“É verdade que não é uma segurança 100 por cento, mas dá para mandar os filhos à escola. Ao final de uma semana, já poderemos saber se o Governo fez ou não bem em reabrir às escolas. Agora há que confiar e esperar”, expressa o encarregado de educação.

Conforme Jorge Valente, nem mesmo em casa há garantia de segurança 100 por cento, tendo em conta que, durante as saídas, pode haver contágios nos táxis.

“Para a grande maioria dos angolanos que não têm viaturas próprias, os meios usados são os táxis e autocarros. E nada garante que não venhamos ser contaminados nos transportes públicos”, rematou, referindo-se aos alunos e trabalhadores.

Apesar de não falarem oficialmente, responsáveis de algumas escolas dizem ter olhado para todos os detalhes para garantir as mínimas condições de biossegurança.

Para a segurança dos docentes, afirmam que receberam do Ministério da Educação alguns equipamentos, como álcool em gel e viseiras, sem especificar quantidades.

Neste primeiro turno, o Ministério da Educação (MED) reservou o retorno dos alunos das classes de transição (6ª, 9ª, 12ª e 13ª), bem como os estudantes universitários.

Está previsto, para o dia 19 de Outubro, o retorno dos estudantes da 7ª, 8ª, 10ª e 11ª classe, todas do II ciclo do ensino secundário, ao passo que o ensino primário e o I ciclo começam dia 26 de Outubro.

Nesta nova fase, as turmas devem ser divididas em grupos, no ensino primário e I ciclo, com as aulas a terem duração de 02h30. Enquanto isto, no II ciclo do ensino secundário, as aulas vão decorrer durante 03h30 minutos, sem direito a intervalo.

Angola controla 18 mil e 297 escolas (com 97 mil e 459 salas de aulas em funcionamento no ensino geral), sendo 2.513 do I ciclo, 1.307 do II ciclo do ensino secundário públicos e dois mil colégios.

As escolas do ensino geral (públicas) acolhem mais de 10 milhões de alunos, enquanto as pública-privadas e privadas, entre as quais 666 de Luanda, contam com um milhão e 500 alunos matriculados.

Já o ensino superior conta com oito universidades públicas, sete institutos superiores públicos e 57 instituições do ensino superior privados, entre universidades e institutos superiores politécnicos, onde estão matriculados cerca de 200 mil estudantes.

Assuntos Educação  

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