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14 Outubro de 2020 | 13h08 - Actualizado em 14 Outubro de 2020 | 13h08

Governo garante formação dos refugiados

Dundo - Mil e quinhentas e quarenta e duas crianças refugiadas localizadas no campo do Lóvua, província da Lunda Norte, estão inseridas no sistema normal de ensino e aprendizagem no presente ano lectivo, no âmbito do programa da integração social.

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REFUGIADOS NO CAMPO DO LÓVUA

Foto: HÉLDER DIAS

 O Programa de Alfabetização e Aceleração Escolar (PAE) conta com a inserção de 505 adultos.

Em entrevista à ANGOP a propósito do apoio do governo aos refugiados do Lóvua, a directora do Gabinete Provincial da Acção Social, Família e Promoção da Mulher na Lunda Norte, Amélia Valente, informou que mil e 89 crianças  estão no ensino primário e 453 no pré-escolar.

Conforme a responsável, o projecto de inserção de crianças e adultos teve inicio no presente ano e prevê-se alargar para o II ciclo secundário, caso os refugiados permanecerem no território angolano por mais anos.

O processo conta com a parceria do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR) e da Organização Não-Governamental Ajuda de Desenvolvimento de Povo para Povo (ADPP).

Para assegurar tal processo, prosseguiu, estão disponíveis três escolas com oito salas de aula cada, sob tutela do ACNUR, assegurados por 41 professores e dez alfabetizadores.

Já  em parceria com o Instituto Nacional do Emprego e Formação Profissional (INEFOP), 100 refugiados foram capacitados em culinária e pastelaria, 75 em empreendedorismo, igual número no fabrico de sabão caseiro e 50 em corte e costura.

A formação teve como finalidade a criação do negócio próprio a partir do assentamento, no âmbito do projecto de geração de renda para os refugiados, que actualmente envolve cerca de 300 pessoas.

No âmbito do registo civil, Amélia Valente informou que, de 2018 até à presente data, 1.302 crianças de pais refugiados nasceram em território angolano e foram registadas com nacionalidade angolana.

Em Maio de 2017, Angola acolheu mais de 30 mil refugiados da RDC, na província da Lunda Norte, que abandonaram o país de origem devido aos conflitos políticos e éctnicos.

Até Outubro de 2019, estavam abrigados no assentamento do Lóvua 9.225 pessoas, tendo sido repatriadas 2.912, através dos postos fronteiriços do Nachiri, Tchicolondo e Chissanda (Angola) e Mungamba, Kalamba mbuji e Kamakó (RDC).

Em Agosto do mesmo ano, um grupo de 14.757 refugiados da RDC regressou espontaneamente as áreas de origem, com o apoio exclusivo do governo angolano.

O ACNUR controla, na sua base de dados, nove mil 225 refugiados na Lunda Norte, dos quais seis mil se encontram no centro de assentamento e o restante integrado nas comunidades.

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