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31 Outubro de 2020 | 18h50 - Actualizado em 01 Novembro de 2020 | 10h05

Mais de cem armas de fogo destruídas na Huíla

Lubango - Cento e uma armas de fogo de calibre diverso, das 634 recolhidas de forma coerciva da população civil pela subcomissão técnica provincial de desarmamento, nos últimos três anos, na província da Huíla, foram destruídas hoje no Lubango pela The Halo Trust.

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Huíla: Destruição de armas

Foto: José Filipe

Huíla: Destruição de armas

Foto: José Filipe

A destruição do material bélico enquadra-se nas comemorações do Dia Internacional de Armamento, assinalado a 23 do corrente mês sob o lema “Fiéis conscientes, desarmam a sua mente”.

Constam das armas destruídas, as do tipo AKM, KT, Canhangulos, de modelo CZ, carabinas, G3, duas Mouzers, SKS, caçadeiras, Estrelings, RPK, SZD, RPD, Popsher, PKM, Morteiros 120 mm, RPG7 e Minimauzer.

De 2008 à presente data, a organização não governamental americana The Hallo Trust já destruiu mais de 120 mil armas de diversos calibres nas províncias da Huíla, Bié, Benguela e Huambo.

Falando na cerimónia de destruição do material, o supervisor da respectiva organização, Marcolino Tomás Lussati, afirmou que a partir de terça-feira serão destruídas mais cem armas, das 528, cinco mil e 398 munições e três mil e 607 carregadores que se encontram em estado obsoleto.

Segundo o responsável, a recolha e a destruição de armas de diversos tipos é fruto do árduo trabalho que tem sido levado a cabo pela subcomissão técnica provincial de desarmamento na Huíla.

Referiu que, em contrapartida, a população tem vindo a contribuir na denúncia e recolha de armamento em posse da população civil, mesmo sabendo que as mesmas não têm razão de ser.

Na ocasião, o segundo comandante provincial da Polícia Nacional para a ordem pública, na Huíla, subcomissário Florêncio Ningui, apelou à população que possui ainda armas de fogo em sua posse a entregá-las de forma voluntária aos órgãos da defesa e segurança.

Falando em representação do comandante provincial da corporação, o comissário Divaldo Júlio Martins afirmou que a entrega voluntária de armas no seio da população vai permitir reduzir o número de mortes com recurso a este meio.

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